Doutora mídia

Doutora mídia
Um leitor da coluna usou o assassinato de Bin Laden para apontar emblemáticas contradições dos cartéis que controlam a mídia global e seus replicadores tupiniquins. Ele recorda que, há poucos anos, os mesmo veículos noticiaram que Bin Laden estava muito doente e necessitado de  constantes sessões de hemodiálise: “Agora, essa mesma mídia divulga que ele foi  executado a tiros em um lugar onde estaria vivendo praticamente recluso nos  últimos cinco anos. As poucas imagens apresentadas sobre o local não mostram equipamentos para  hemodiálise. Caso Bin Laden realmente estivesse vivendo por tanto tempo sem sair daquela casa para realizar sessões de hemodiálise, provavelmente, já teria  morrido. Cabe indagar se a mídia teria errado antes ou estaria errando hoje?”, questiona o leitor.

Viva o lobby – 1
O que dizer de um suposto estudo científico que legitima a especulação com commodities agrícolas, atribuindo a alta de preços dessas mercadorias a um decréscimo de produção provocado pelo “aquecimento global”? Estranho é que a temperatura só não subiu, nem a produção foi prejudicada, justamente no país que mais polui, os Estados Unidos. Tão estranho que outros cientistas questionaram o estudo.

Viva o lobby – 2
O que dizer de quem enxerga subsídio na política de preços de combustíveis da Petrobras? Tal análise só pode ser fruto de desinformação, pois há três anos o Brasil é auto-suficiente em petróleo, feito que algumas pessoas parecem insistir em ignorar. As importações de gasolina são uma pequena gota no consumo brasileiro, provocadas pela especulação com álcool e açúcar perpetrada por usineiros. Difícil enxergar subsídio se o custo de extração da Petrobras é estimado entre US$ 8 e US$ 12 o barril; se for vender considero o barril acima de US$ 100, subsidiados serão os acionistas da estatal e as multinacionais, que, desesperadas, não conseguem concorrer com ela.

A pé
Um carioca Interessado em comprar um vale-transporte avulso – não o destinado a trabalhadores das empresas que aderem ao sistema – dirigiu-se às dependências da Fetranspor – representante das empresas de ônibus do Estado do Rio de Janeiro – na Rua da Assembléia 10. Ao usar o terminal de informática do local, foi informado de que não haveria prazo de entrega do cartão. Um funcionário da entidade alegou que a impossibilidade se devia ao número insuficiente de cartões.

Imagem
Os meios de comunicação fariam um bem a si mesmos se parassem de se referir à casa na qual Bin Laden foi morto como mansão. Numa época em que as imagens correm o mundo à velocidade da luz, todos já viram que a residência pode ser grande, mas, nem numa favela de Bombaim, a tosca construção seria classificada como mansão.

Propaganda&informação
A propósito, corretores de Abbottabad, cidade em que Bin Laden foi assassinado, avaliam o imóvel em, “no máximo”, US$ 250 mil. Além de lembrarem que ele sequer tem piscina, está localizado num bairro bastante modesto. A informação está ao alcance da imprensa “chapa branca”, o que não a impede de continuar propagando que o terrorista vivia numa mansão. Assim, como não se desculpou por dar crédito à informação leviana de que ele teria usado uma mulher como escudo humano.

Alternativos
A Faculdades Integradas de Jacarepaguá está com inscrições abertas até o próximo dia 13 para cursos de capacitação que começam já no final do mesmo mês. Os temas oferecidos são Instrutores de Yoga, Psicoterapia Holística e Terapias Manuais Integradas. Mais informações pelo telefone (21) 2210-1196 ou no site www.unizencursos.com

Extinto
Como diria um ex-desafeto e futuro chefe do ex-senador Jorge Bornhausen, o tempo é mesmo o senhor da razão. Menos de seis anos após anunciar a intenção de “se ver livre desta raça, por pelo menos, 30 anos” – referência ao PT e o que ele já representou no campo progressista – Bornhausen, que acaba de se desfiliar do natimorto DEM, implora para ser recebido no Planalto.

Causa mortis
O diagnóstico é de um mordaz observador da política a propósito das razões que levaram o DEM ao seu estado vegetativo: “Falta de governo.”

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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