Dá e sobra

Ano passado, a arrecadação com a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) cresceu R$ 14 bilhões em relação a 2003. Esse número supera em R$ 9 bilhões os R$ 5 bilhões que o governo alega que a Previdência gastará a mais com pagamento de aposentadorias e pensões a partir do reajuste do salário mínimo para R$ 300 este ano. Os dados, que constam de estudo do Dieese, desmontam a fábula de que as contas da Previdência são uma barreira instransponível para permitir que o país supere a vergonha de ter um mínimo menor do que o Paraguai.
O problema é que, em vez de destinado a seguridade social – que inclui saúde, previdência e assistência social – como reza a Constituição que o presidente Lula jurou defender, a dinheirama da Cofins é desviada para a gastança do governo com pagamento de juros.

Antipopulismo
A pesquisa do Dieese destaca ainda que o reajuste do salário mínimo para R$ 300 reforçará em R$ 3 bilhões este ano a arrecadação de União, estados e municípios com o recolhimento de variados tipos de impostos. O aumento real do mínimo tem, no entanto, de fato, um efeito colateral perverso para certo tipo de governo. A cada R$ 1 de aumento para o mínimo, reduz-se a necessidade de manutenção de programas assistencialistas, o que diminui a margem de manobra de governos que têm no gerenciamento da miséria seu principal escudo contra os efeitos do desemprego estrutural provocado por suas políticas econômicas.

II Guerra
Sessenta anos após o fim da II Guerra Mundial, a Coordenadoria de Assuntos Internacionais do Governo do Estado do Rio de Janeiro vai debater a participação brasileira e as consequências sociopolíticas na vida nacional. Os debatedores serão o professor Antonio Carlos Peixoto, titular da coordenadoria; o general Sérgio Morgado, do Instituto Geográfico e Histórico Militar do Brasil; o brigadeiro Oswaldo Terra de Faria, do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica; o coronel Amerino Raposo Filho, que participou da Força Expedicionária Brasileira (FEB); e o brigadeiro e ex-ministro da Aeronáutica Rui Moreira Lima, que integrou o 1º  Grupamento de Aviação de Caça (“Senta a Pua!”). Será na próxima segunda feira., às 15h, na Rua México, 125/11º andar, Auditório, no Centro do Rio.

Maioria
Mais de 53% da população da cidade do Rio de Janeiro – cerca 3,1 milhões de habitantes – são mulheres. Em Copacabana, três em cada cinco moradores são mulheres. Os dados são do Instituto Municipal Pereira Passos. O contingente de mulheres do Rio compõe a maior participação feminina nas capitais do Brasil.

Melodias
Amanhã, o radialismo brasileiro completa um ano sem o jornalista José Mauro. Ele foi o responsável pela implantação no Brasil da programação exclusivamente musical. O modelo, inspirado em rádios norte-americanas, foi adotado na Rádio Tamoio. Nascido em 1916, irmão do cineasta Humberto Mauro, o mineiro José Mauro produziu os programas Um Milhão de Melodias e Tabuleiro da Baiana, sendo contemporâneo de Almirante, Haroldo Barbosa, Lamartine Babo e Mário Lago, entre outros.

Caxias
O empresário Antonio Berdge Kessedjian toma posse hoje, às 16h, na presidência da Representação Regional da Firjan em Duque de Caxias (Baixada Fluminense). Na ocasião, será assinado convênio entre a Firjan e a prefeitura nas áreas de educação e saúde. Será no Teatro do Sesi (R. Arthur Neiva 100 – Bairro 25 de Agosto)

Os intocáveis?
Embora emblemáticas, são indefensáveis as reações contra a proposta do presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PPB-PE), de ampliar a discussão sobre a trajetória dos juros. Afinal, qual o motivo para interditar a extensão aos juros do debate que a sociedade trava sobre os demais preços, como os salários e os industriais? Por isso, em graus variados e com as nuanças compreensíveis, a proposta de democratizar as decisões dos juros recebeu apoios tão variados.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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