Dólar já registrou queda de 3,23% em janeiro

Há cinco dias úteis em baixa, o dólar comercial encerrou a R$ 2,25 (-1,40%) – menor cotação desde 8 de dezembro (R$ 2,224). O resultado ampliou a queda acumulada pelo dólar ante o real este mês/ano para 3,23%. Mais uma vez, o BC voltou a vender a oferta integral de US$ 417 milhões em swap reverso ofertados e pode ter comprado mais cerca de US$ 200 milhões em mercado. Mesmo assim, não conseguiu reverter a trajetória de baixa por causa da continuidade das apostas na queda futura das cotações. O giro financeiro total à vista aumentou 15% para cerca de US$ 1,758 bilhão.
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os sete vencimentos de dólar negociados projetaram quedas: para 1.º de fevereiro, -1,37% a R$ 2,269; e o contrato mais longo, janeiro/07, -0,99% a R$ 2,504. O volume movimentado manteve-se em US$ 5,63 bilhões, com 112.771 contratos.
Os investidores reafirmam essa expectativa influenciados pelo cenário tranqüilo – com bolsas norte-americanas em alta e risco Brasil estável -, os fundamentos domésticos favoráveis e a previsão de novos fluxos cambiais para o país. As eleições presidenciais deste ano no país, do ponto de vista do mercado, não devem trazer grandes surpresas, já que os candidatos mais cotados – Lula, Serra e Alckmin – não tendem fazer mudanças radicais na política econômica.

Bolsa realiza de lucro após subir 6%
A Bovespa subiu 6% nos cinco pregões da primeira semana de 2006. Nesta segunda-feira, o mercado de ações realizou lucros. Oscilou bastante durante todo o dia, mas ficou a maior parte do tempo em terreno negativo. O volume de negócios diminuiu, reforçando a expectativa de que a tendência da bolsa é de alta neste início de ano.
O Índice Bovespa fechou em baixa de 0,39%, com 35.337 pontos. Operou entre a máxima de 35.601 pontos (0,36%) e a mínima de 35.108 pontos (-1,03%). Com esse resultado, a bolsa passou a acumular alta de 5,62% em janeiro. O movimento financeiro recuou, ficando em R$ 1,835 bilhão.
A bolsa paulista operou descolada de Nova York. Wall Street trabalhou no azul e o Dow Jones chegou a superar a marca psicológica dos 11 mil pontos no período da tarde. Por aqui, no entanto, os investidores reduziram o ritmo de compra de papéis e acabaram realizando lucros. “A bolsa realizou. Mas parece que o fluxo de capital estrangeiro permanece positivo. Por outro lado, se essa fonte minguar, o mercado vai bater e a bolsa vai cair mais”, comentou um operador.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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