Dólares de Washington

O governo Bush ajudou a financiar, através da Agência norte-americana de Desesnvolvimento Internacional (Usaid), manifestações de líderes estudantis anti-Chávez nos últimos quatro anos. A informação, que confirma denúncias do governo venezuelano, foi publicada pelo The Wahington Post, em sua edição do último dia 1º. O jornal baseou a reportagem em documentos obtidos pela Universidade George Washington, que recorrera à lei de Liberdade de Informação, que permite, ainda que com restrições, acesso a documentos oficiais sobre acontecimentos após um determinado período de tempo.
Segundo os documentos do governo dos Estados Unidos, a Usaid transferiu US$ 216 mil, entre 2003 e 2007, para organizações estudantis de diversas universidades sob a alegação de resolução de conflitos”, “promoção de democracia” e outros “programas”.

Não-partidárias
Responsável pela pesquisa, o professor Jeremy Big-wood afirmou que os documentos revelam, “no mínimo, que o governo Bush quer ter o controle sobre o movimento estudantil venezuelano”. Ele acrescentou que obteve outros documentos que revelam transferência de dinheiro para grupos anti-Chávez na Venezuela. Apesar dos dados da documentação oficial, o porta-voz da embaixada estadunidense em Caracas, Jennifer Rahimi, negou a existência de “conspiração”, mas admitiu que “os EUA apóiam atividades não-partidárias da sociedade civil”

Censura
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota em que protesta “com veemência contra a decisão do juiz Hilbert Maximiliano Akihito Obara, da 18ª Vara Cível de Porto Alegre, de proibir o site Vide Versus de divulgar informações relativas à investigação policial referente a denúncia contra o deputado estadual Alceu Moreira (PMDB)”.
“Mais uma vez, o princípio da liberdade de expressão determinado pela Constituição é violado por uma decisão judicial, num evidente ato de censura prévia”, continua a associação. “A Constituição veta qualquer tipo de censura (…) São decisões que terminam revogadas por instâncias superiores do Poder Judiciário, mas, em casos como esses, já se consumou o prejuízo ao cidadão, que teve ultrajado seu direito à livre informação.”

Façam seu jogo
A Câmara Americana de Comércio (Amcham) promove missão a Las Vegas, entre 4 e 9 maio de 2008. O objetivo é levar pequenos e médios empresários para expor seus produtos no The Mirage Las Vegas Hotel, visando, principalmente, ao mercado de cassinos, hotéis, restaurantes e redes de varejo. Só na construção e na ampliação de centros de convenções na cidade dos cassinos são aplicados atualmente US$ 700 milhões. Para integrar a missão, os interessados devem entrar em contato com o departamento de Comércio Internacional da Amcham, pelo e-mail [email protected], ou pelo telefone (11) 5180-3821.

Anônimos
A Escola de Turismo e Hotelaria da UniverCidade criou o Prêmio Joana Palhares, que será concedido anualmente, sempre em julho, “àqueles que fazem do Rio um grande destino turístico e passam despercebidos”, afirma Bayard Boiteux, diretor da escola. “Queremos homenagear os motoristas de taxi, recepcionistas, comissários de bordo, garçons, policiais que contribuem efetivamente para o Rio, mas que ficam no anonimato”, completa.
“Joana Palhares foi a maior embaixadora do Turismo que a cidade já teve”, afirma Roberta Guimarães, também idealizadora da homenagem. Jornalista, Joana foi a primeira colunista social de Turismo e manteve até a sua morte a coluna Social Tour.

Bagunça
Um cliente da Vivo que ligou, sexta-feira, para o serviço ao atendimento da operadora para mudar de plano de celular, foi levado, involuntariamente, à, digamos, intimidade da empresa. Depois de cerca de uma hora sem resolver o problema, foi surpreendido pela “invasão” da linha pela voz da atendente do lado que – provavelmente falando com outro cliente – gritou em alto e bom som um palavrão. Logo após, uma gritaria se instala no call center. O cliente, abismado com o que se passara, ainda acabou “jogado” para vários setores, sem conseguir resolver seu problema.

Fala Arthur
Conhecido boquirroto, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, no entanto, deveria ter sido mais explícito, quando, ao responder  críticas do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), aos opositores da CPFM, disse que, quando vem ao Rio, “o mínimo que ouve é que a gestão de Cabral na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) foi mesquinha.” Segundo o Aurélio, mesquinho significa “pouco generoso”. É isso, senador?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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