Dutrização

No início do seu primeiro mandato, o presidente Lula achou por bem homenagear algumas personalidades emblemáticas que simbolizariam os objetivos do seu governo. Agora, quando adere à proposta de elevar as importações, via redução de tarifas, para tentar conter a queda livre do dólar, deveria trocar o retrato dos homenageados, como Celso Furtado, pelo do ex-presidente Eurico Gaspar Dutra. Afinal, se com a combinação de juros elevados e câmbio valorizado, o país já caminha para a desindustrialização, com a volta farra das importações, a marcha para a República Velha será acelerada.

Superávit
“Quando disse que a economia do país vive o melhor momento na história da República, o presidente Lula mostrou elevado superávit de ignorância ou de esperteza política.” A ironia é do economista da UFRJ Reinaldo Gonçalves, ex-integrante da comissão de economistas do PT e que, em julho, lança A economia política do Governo Lula (Contraponto). No livro, Lula aparece como o quarto pior presidente da história.

Assume
As comemorações antecipadas de setores do Ipea sobre a suposta desistência do professor Mangabeira Unger do cargo de Ministro do Futuro foram, como diria o escrito Mark Twain,  um tanto exageradas. Perguntado sobre os boatos da desistência, Mangabeira disse a um amigo para “não perder tempo com esse tipo de coisa”. E acrescentou que sua posse deve ocorrer depois que o presidente regressar da Europa: “O período em que eu já estarei disponível coincidiu com o período em que ele estará fora do país”, acrescentou o futuro ministro.

Credor
Pela primeira vez na sua história, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), no Paraná, viu retornar aos seus cofres dinheiro que seria destinado a pagar ações trabalhistas, mas, por decisão judicial, foi destinado à autarquia, somando R$ 2 milhões entre janeiro e maio deste ano. Segundo a Procuradoria Jurídica da Appa, o dinheiro refere-se a valores bloqueados na Justiça e que foram liberados após julgamento de recursos impetrados pela Appa.

Tiro pela culatra
Em alguns casos, houve ressarcimento de valores e, em outros, de devedor, o Porto virou credor nos processos judiciais: “Na execução do processo, os débitos indevidos acabavam voltando-se contra o próprio autor da ação, invertendo a situação”, salientou o advogado Antonio Carlos Lacerda, da Appa, acrescentando que as ações se referiam, principalmente a pagamento de horas extras e desvio de função, problemas que se arrastaram durante anos no Porto e começaram a ser resolvidos há cerca de quatro anos, com a redução do turno de trabalho dos setores operacionais para seis horas diárias, sem  redução dos salários.

“I love NY”
Quase meio milhão de cidadãos sobrevive com alimentação fornecida por entidades beneficentes e religiosas; 32 mil dormem diariamente em abrigos; um em cada quatro habitantes não tem seguro médico. Trata-se de um retrato da pobreza da maior cidade do mundo, Nova York. Um em cada seis nova-iorquinos engrossa a lista de pobres.

Uma taça
Seguindo tendência já trilhada pelos espumantes, a Vinícola Château Lacave se tornou a primeira vinícola brasileira a comercializar  seus vinhos em garrafa de 187ml. O novo formato, com quantidade suficiente para duas taças, tem como público-alvo pessoas que costumam fazer refeições sozinhos. Inicialmente, a vinícola vai engarrafar apenas três vinhos em 187 ml: Cabernet Sauvignon, Assemblage Tinto Suave e Assemblage Branco Suave. O preço deve variar de R$ 5, nos supermercados, a R$ 7, em restaurantes.

Couro na taça
Em safra comemorativa do Pan do Rio, o vinho Lidio Carraro Merlot Grande Vindima Rio 2007, da Vinícola Lidio Carraro – escolhida pelo Comitê Organizador dos jogos (CO-Rio) para lançar uma linha de vinhos com a marca do evento – já pode ser apreciado pelos consumidores. A divulgação promete um vinho com “aromas intensos e complexos”, apresentando, entre outras, “notas de chocolate e couro”.

Tempo
Preocupado com o aquecimento global, o prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, planeja obras para a região de Jacarepaguá, que seria afetada caso o nível do mar, como projetam alguns cientistas, suba 50 cm até o final do século. Com tanto prazo, o prefeito não terá desculpas para atrasos nas obras, como os que ocorrem no Pan.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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