E-commerce: 66% no abandono de carrinho pode ser um dos grandes vilões

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E-commerce (Foto: Pixabay/CC)
E-commerce (foto Pixabay/CC)

De acordo com levantamento da consultoria de e-commerce e marketing digital Enext, a taxa média de abandono de carrinho de compra no Brasil é de 61%. Em 2020, a porcentagem de desistência chegou a 71%.

Alguns problemas técnicos, como dificuldade no cadastro, são fatores que interferem diretamente na decisão de quem está prestes a concluir um negócio e, infelizmente, acabam “espantando” uma potencial venda.

É preciso ter atenção com o equilíbrio entre valor dos produtos e do frete praticado. Uma desproporção pode assustar o cliente na hora de finalizar a compra, podendo levá-lo a desistir do negócio. Por isso, é necessário oferecer um preço justo em relação ao frete, disponibilizando opções de entregas ou apostando em presentes e buscando agregar valor ao pedido. Outro erro que precisa ser evitado é a complexidade no momento de fazer um cadastro na loja virtual. O leiaute precisa ser intuitivo, pois oferece experiência durante a compra e localiza o produto desejado sem atritos ou confusões. Somado a isso, é importante uma boa estética, que seja intuitiva e com os dados da empresa e canais de atendimento sempre visíveis para transmitir segurança.

Também é preciso disponibilizar o máximo de opções, como PIX, boleto e cartões de crédito de diversas bandeiras para que o cliente se sinta confortável para escolher como prefere finalizar a compra, ampliando as chances de conversão.

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O checkout transparente é outra opção para facilitar a venda, pois os consumidores não precisam migrar para o site do processador de pagamentos para concluir a compra. Isto evita os pontos de fuga durante a finalização da compra, além de aumentar a confiabilidade do comprador.

Em 2021, comércio eletrônico chega a 1,59 milhão de sites, número que representa 6% do varejo brasileiro, de acordo com dados levantados por pesquisa do PayPal e da BigDataCorp. São 22,05% a mais do que em 2020, quando o comércio digital saltou 40%. A variação indica que, na média, no último ano, 789 novas lojas virtuais foram criadas por dia no Brasil. O ritmo de crescimento no país desde 2015 chega a uma taxa anualizada de 23,69%.

A expansão é um indicador do grande esforço que os lojistas têm feito para alcançar os consumidores, especialmente quando se fala de pequenos e médios empreendedores, como revela a 7ª edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, parceria do PayPal Brasil e da BigDataCorp. Mesmo com um volume relevante de lojas, ainda há espaço para o crescimento do segmento no país, uma vez que apenas 6,19% do varejo brasileiro faz vendas virtuais.

Reflexo direto dos efeitos da pandemia sobre a economia e da necessidade de digitalização das empresas, o comércio eletrônico por negócios com volume financeiro menor segue em alta. Em 2020, os varejos eletrônicos com faturamento de até R$ 250 mil ao ano correspondiam a 48,06%. Hoje, representam 52,73% do total.

O volume de lojas consideradas de médio porte, que recebe entre 10 mil e 500 mil visitantes por mês, teve um crescimento importante de participação, de 2,5% em 2020 para 9,92% do total em 2021.

Além da expansão acelerada, o comércio eletrônico no Brasil segue amadurecendo: 60,37% já adotam meios eletrônicos de pagamento (carteiras virtuais), o que representa um aumento de 4,6 pontos percentuais em relação aos achados de 2020. Vale dizer que, em sete anos de pesquisa, houve uma inversão da proporção dos métodos de pagamento: em 2015, 60% não aceitavam carteiras virtuais.

A pesquisa mostrou que mais de 80% do varejo eletrônico usa algum tipo de plataforma para vender, em detrimento de sites desenvolvidos sob encomenda.

O Estado de São Paulo, que historicamente representava cerca 60% das lojas online, hoje abriga 51,8%, o que nos mostra que parte do crescimento do comércio veio de outros estados do Brasil. Destaque para Minas Gerais, que passou de 6,20% do volume total de lojas em 2020 para 7,24% em 2021; e para o Paraná, que foi de 5,84% para 7,01% no mesmo período.

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