E-commerce: contas antigas e roubo de login são as fraudes mais comuns

Redes sociais e aplicativos de mensagens são os maiores desafios para a segurança de dados corporativos.

“Contas mais antigas, muitas vezes esquecidas por seus proprietários, e o roubo de logins e senhas, por exemplo, são tendências de fraudes que têm sido aplicadas nos market places, resultando em perdas financeiras e má experiência dos compradores.” É o que aponta estudo da Signifyd. Segundo o levantamento, fraudes provenientes de contas mais antigas aumentaram 200% ano a ano. “Essa medida da flutuação de pedidos muito arriscados e presumidos como fraudulentos devido a sinais comparados a dados anteriores, quando comparadas às novas contas, cresceu apenas 28% ano a ano. Isso demonstra que as contas antigas são mais atraentes aos fraudadores por possuírem confiança das tecnologias antifraudes existentes e que, muitas vezes, estão esquecidas e não são utilizadas pelos verdadeiros proprietários”, diz o estudo.

O roubo de dados de um perfil é um esquema no qual um fraudador ou uma quadrilha obtém informações de login e senha e se infiltra em uma conta. Esse modus operandi está em ascensão e, de acordo com dados da Signifyd no México, um país com comportamento de fraudes similar aos brasileiros, essa fraude aumentou 239%, em 2021, ao se comparar com o período pré-pandemia.

Ainda de acordo com estudo, 52% dos compradores brasileiros já viveram a experiência de uma compra online ser negada mesmo informando os dados corretos, válidos e créditos bancário. Este é o resultado dos falsos positivos. O termo se refere às análises de transações que apresentam possibilidades de serem fraudes, mas que estão alinhadas à conduta do comprador. Os resultados surgem por diferentes motivos e a consequência é o desconforto do consumidor, baixa recorrência de compras e possíveis perdas financeiras. Além disso, 33% dos consumidores se incomodam com as recusas sem justificativas. Com a ausência de motivação para o cancelamento das transações, a má experiência vivida pelo consumidor pode causar desistência daquela marca e desistência de tal transação ou novas compras; 14% nunca souberam o motivo da negativa de sua compra; 43% desejam validação rápida das compras virtuais.

Já pesquisa da Kaspersky em parceria com a Corpa, intitulada “Infodemia e os impactos na vida digital” mostrou que, durante a pandemia, quando a maioria das pessoas passou a trabalhar de casa, três em cada 10 brasileiros tiveram que baixar um aplicativo ou programa em seus dispositivos corporativos para facilitar a comunicação com terceiros.

Outro aspecto que a pesquisa abordou foi se esses funcionários solicitam a aprovação da área de TI antes de realizar o download – e quase 30% disse que não busca essa autorização. Essa situação coloca a segurança das empresas em risco ao não saber quais dados estão sendo compartilhados para fora da sua infraestrutura e por quais meios isso é feito. Entre os aplicativos mais baixados, de acordo com a pesquisa, estão as redes sociais (70%) e os aplicativos de mensagens (55%).

Como consequência, esses aplicativos não autorizados podem fazer a empresa perder o controle sobre a produtividade dos funcionários e da segurança corporativa, principalmente dos dados confidenciais.

 

 

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