E-commerce cresceu 33,7% em fevereiro e tíquete médio subiu para R$ 262

Carnaval foi responsável por 10,6% de toda a receita do mês

589
Teclado com tecla de "add to cart"; E-commerce; comércio eletrônico; online
E-commerce (foto do Pixabay, CC)

O comércio eletrônico brasileiro manteve o ritmo de expansão em fevereiro. Dados do novo relatório Radar D2C, da Nuvemshop, maior plataforma de e-commerce do Brasil e da América Latina, mostram que os lojistas registraram 2,11 milhões de pedidos no mês, um aumento de 26,6% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, o faturamento avançou 33,7%, alcançando R$ 554,4 milhões.

O desempenho acompanha o avanço estrutural do varejo digital no país. Segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor deve ultrapassar R$ 258 bilhões em faturamento em 2026, crescimento estimado de cerca de 10% em relação ao ano anterior, além da entrada de aproximadamente 2 milhões de novos consumidores digitais.

Em fevereiro, o crescimento do e-commerce é explicado pelo fenômeno do carnaval, que entre 14 e 17 de fevereiro registrou 237,8 pedidos, gerando um GMV de R$ 58,9 milhões, um incremento de 47,5% frente ao carnaval de 2025, segundo a Nuvemshop. Somente esse curto período foi responsável por 10,6% de toda a receita em fevereiro.

“O Carnaval é um dos períodos mais aguardados pelos lojistas que operam no modelo D2C (Direct-to-Consumer) porque concentra uma combinação favorável ao varejo digital: o aumento da demanda por produtos ligados a moda, beleza e acessórios, maior engajamento nas redes sociais e consumidores mais propensos a compras por impulso. Esse cenário possibilita aos lojistas reagir com mais agilidade às tendências do momento e capturar oportunidades de venda em um período curto”, afirma Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop.

Espaço Publicitáriocnseg

Outro destaque do mês foi o aumento do tíquete médio, que passou de R$ 248 para R$ 262, alta de 5,6% na comparação anual. O indicador sugere que os consumidores não apenas compraram mais, mas também gastaram mais por pedido, reforçando o cenário positivo para o varejo digital.

Segundo análise da companhia, o desempenho do mês reflete um consumidor mais confiante nas compras online e disposto a ampliar o valor do carrinho.

Os dados também revelam uma mudança relevante nos dispositivos utilizados nas compras online. Embora o celular continue sendo o principal canal, sua participação caiu de 79,8% para 72% em relação ao ano passado. Ao mesmo tempo, as compras realizadas via desktop cresceram de 15% para 19%, indicando que parte dos consumidores voltou a utilizar o computador para finalizar pedidos, especialmente em compras de maior valor ou mais planejadas.

Entre os segmentos mais vendidos, moda continua liderando o comércio eletrônico, com mais de 546 mil pedidos na região Sudeste. Em segundo lugar aparece a categoria de saúde e beleza, com mais de 219 mil checkouts na mesma região. O ranking dos nichos mais vendidos também inclui acessórios, comidas e bebidas e joias e bijuterias, evidenciando a diversidade de produtos comercializados no ambiente digital.

Google segue como ‘juiz final’ da compra online no Brasil

Já pesquisa da Optimiza Marketing revelou que as Gerações X e Y, que detêm a maior fatia da renda nacional, utilizam o buscador como principal ferramenta de decisão, apresentando uma lembrança espontânea de 64%. O estudo comprova que, embora o TikTok atraia a atenção visual, é no ecossistema do Google que a transação financeira se consolida para os públicos de maior maturidade econômica.

O levantamento, intitulado O Mapa da Busca no Brasil, foi realizado pela Optimiza em parceria com a AB Pesquisas e ouviu 1.000 consumidores brasileiros de todas as regiões e classes sociais em dezembro de 2025. Com foco exclusivo na “intenção de compra” para produtos e serviços, a pesquisa ignorou a navegação casual ou por entretenimento. A metodologia utilizou testes de força de marca espontânea e estimulada para mapear como o consumidor realmente decide onde “abrir a carteira” no cenário tecnológico de 2026.

O comportamento do brasileiro que “abre a carteira” é pragmático e focado na redução de riscos. Para as gerações que lideram o consumo (X e Y), o Google transcende a função de ferramenta e tornou-se um reflexo condicionado. Na pesquisa estimulada, essa preferência torna-se ainda mais evidente, com a dominância da plataforma subindo para 72,4%.

Esse uso acentuado reflete um perfil de elite, alcançando 70% de preferência entre brasileiros com Ensino Superior e 69% na Classe B. Além do hábito, a liderança é protegida por um “muro de hardware” no Brasil, onde o sistema Android está presente em 78% dos aparelhos. Nesses dispositivos, a barra do buscador é nativa e inamovível, blindando a marca contra a fragmentação da atenção.

Leia também:

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg