E-commerce: frete é uma das principais causas de abandono de carrinhos

Falta de infraestrutura e de segurança são fatores que encarecem as entregas.

No Brasil, cerca de 55% dos abandonos de carrinhos das vendas virtuais acontecem por causa do alto custo do frete, de acordo com informações da consultoria Econsultacy. “Mais do que deixar de vender, estas empresas arcam com prejuízos quando o cliente não finaliza a compra, pois foram investidos tempo e dinheiro na criação do produto e do e-commerce. Na ponta do lápis, o impacto negativo é enorme”, explica Fábio Garcia, CEO da +Envios, startup de inteligência logística.

Segundo ele, “em um país com dimensões continentais, baixo investimento em infraestrutura e problemas de segurança, é um desafio para as grandes empresas oferecer um frete com valores justos para o cliente final. Imagine, então, para os pequenos e médios empresários”, que hoje somam mais de 1,3 milhão de lojas virtuais, segundo a 6ª edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, feita pelas empresas BigData Corp. e PayPal Brasil.

Apesar disso, o comércio eletrônico teve leve alta de 0,10% nas vendas no Brasil em maio, frente a abril, mesmo com o Dia das Mães, revela o índice MCC-Enet,desenvolvido pela Neotrust | Movimento Compre & Confie, em parceria com o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net).

Pela primeira vez, desde o lançamento do índice MCC-Enet (outubro de 2019), ao comparar o mesmo mês (maio) com o do ano anterior, este ano teve retração: (-9,10%). Porém, no acumulado do ano, as vendas seguem positivas: 14,07%.

Na avaliação por região do país, considerando a comparação entre maio e abril, os resultados foram: Nordeste (4,74%), Sul (4,28%), Norte (1,66%), Centro-Oeste (0,10%) e Sudeste (-1,96%). No acumulado do ano, a configuração ficou da seguinte forma: Nordeste (29,95%), Centro-Oeste (29,15%), Norte (24,82%), Sul (16,95%) e Sudeste (8,66%).

Mesmo com a queda nas vendas virtuais na avaliação entre maio de 2021 com o mesmo mês do ano passado, o faturamento do setor teve alta de 8,79%.

A composição regional, usando como base comparativa maio com o mês de abril, ficou da seguinte forma: Nordeste (5,27%), Sul (4,28%), Norte (1,63%), Sudeste (-0,82%) e Centro-Oeste (-1,63%). No acumulado do ano, os dados foram: Centro-Oeste (40,24%), Nordeste (40,05%), Norte (33,27%), Sul (28,30%) e Sudeste (19,40%).

Em abril de 2021, o comércio eletrônico representou 12,8% do comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). No acumulado dos últimos 12 meses, nota-se que a participação do virtual no comércio varejista corresponde a 10,9%. Esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgada no dia 8 de junho.

Em abril de 2021, a composição de compras realizadas pela internet, por segmento, ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (43,2%); móveis e eletrodomésticos (27,3%); e tecidos, vestuário e calçados (10,3%). Na sequência, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,3%); outros artigos de usos pessoal e doméstico (6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,4%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,5%). Esse indicador também utiliza a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE como base.

Outra métrica avaliada pelo MCC-Enet revela que, no trimestre de janeiro a março de 2021, 17,2% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online. Observa-se uma queda de 1,2 p.p em relação ao trimestre anterior (18,4%). Já na comparação com o mesmo período em 2020 (12,3%), houve crescimento de 4,9 p.p.

Leia também:

Dia dos Namorados fez varejo digital faturar R$ 6,5 bi

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigos Relacionados

Asean: Nova zona de livre comércio pode ameaçar supremacia ocidental

Índia pode bater de frente com a China.

Campos Neto: BC vai rever para baixo crescimento do PIB para 2022

Última conta do BC era de alta de 2,1%.

Turismo deve fechar ano com aumento de 16% e faturamento de R$ 130 bi

FecomercioSP: valor é 22% inferior ao registrado no período de pré-pandemia.

Últimas Notícias

Mercado corre do risco em momento de estresse

Se tem uma coisa que o mercado é previsível é com relação ao seu comportamento em momentos de estresse é aversão ao risco. “Nessa...

Petrobras: mais prazo de inscrição no novo Marco Legal das Startups

Interessados em participar do primeiro edital da Petrobras baseado no novo Marco Legal das Startups (MSL) poderão inscrever-se até o dia 12 de dezembro....

Canal oficial para investidor pessoa física na B3

A partir desta sexta-feira, a nova área logada do investidor da B3, lançada em junho, passa a ser o canal que centraliza todas as...

Fitch Ratings atualiza metodologia de Rating de Seguros

A Fitch Ratings, agência de classificação de risco, publicou nesta sexta-feira relatório de atualização de sua Metodologia de Rating de Seguros. Segundo a agência,...

STF desbloqueia bens de Lula

Por maioria de três votos a um, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta sexta-feira, desbloquear os bens do ex-presidente Lula...