É mais comum vazar dados pessoais de empregado que de cliente

Relatório mostra que 53% das não comunicam quando um incidente ocorre com funcionário.

Embora as organizações tenham que enfrentar vazamentos de dados de funcionários, mais da metade delas (53%) preferem não divulgar esses incidentes publicamente. Olhando para o outro lado da moeda, as equipes são carentes de conhecimentos básicos sobre cibersegurança para se proteger, pois apenas 54% das empresas oferecem treinamentos de conscientização. Essas são algumas das conclusões do estudo Kaspersky Employee Wellbeing de 2021.

Na maioria dos países pesquisados, as violações estão mais associadas ao roubo de informações de clientes. Porém, os resultados da pesquisa no Brasil mostram que os criminosos acabaram tendo acesso principalmente às informações pessoais dos funcionários. Em 2021, quase metade (47%) das organizações não conseguiram proteger esse tipo de dado – índice superior aos 43% associados aos registros de clientes (43%).

Além disso, o fato de que 53% das organizações decidirem não comunicar publicamente uma violação de dados pessoais de funcionários sinaliza que o problema é maior do que parece. Quando são analisadas a quantidade de empresas que proativamente avisam sobre esses incidentes, apenas 28% o fazem – um índice muito abaixo da média global, que é de 43%. Soma-se a isso os 8% das companhias que tornam a violação pública após o fato ser publicado na imprensa. Este contexto mostra a falta de responsabilidade com os funcionários.

Outra conclusão importante do estudo é que a falta de conhecimento das pessoas sobre incidentes de cibersegurança precisam ser mais bem endereçadas pelas empresas. O relatório mostra que metade (54%) das organizações já implementaram programas de educação e de treinamento de segurança para garantir que os funcionários tenham informações essenciais sobre o tema. Por outro lado, quase a metade (41%) delas tiveram pelo menos um problema relacionado a esses serviços – o que inclui a insatisfação com a alta complexidade dos cursos e a falta de suporte ou experiência por parte do provedor do treinamento.

Segundo o levantamento, em 2021, a conformidade da equipe e o desafio de lidar com a falta de conhecimento dos funcionários comuns sobre segurança estão entre as três maiores preocupações (com 42%) para as empresas quando se trata dos temas de TI.

Já estudo da empresa de consultoria Gartner, mais de 99% das falhas de segurança na nuvem ocorrem por erro do usuário. A má configuração da nuvem impulsionou a maior parte dos ataques e chegou a custar US$ 5 tri para muitas empresas. Em contrapartida, de acordo com uma pesquisa realizada pela PwC, empresa global de prestação de serviços profissionais, que ouviu 3.602 executivos de diversos setores do mercado, no Brasil e no mundo, só aqui no Brasil, 83% dos líderes de organizações empresariais pretendem investir em soluções e ferramentas de cibersegurança em 2022.

Para além do maior investimento na área, alguns especialistas do mercado destacam algumas tendências no mercado de segurança que apontam caminhos para que as marcas se previnam de possíveis ataques de cibercriminosos e mantenham seguras suas informações, de seus parceiros e clientes.

Entre as maiores tendências em segurança e proteção de dados está o uso de Privacy Enchancing Technology Techniques – técnicas PET (em tradução livre: técnicas de tecnologia para aumentar a privacidade), que podem ser aplicadas em dados, software e hardware. A Vaultree é uma ferramenta especializada no tema. A startup está começando uma nova era de proteção de dados com soluções de Encryption-as-a-Service (EaaS) e Privacy-Enhancing Technology (PET), trazendo o primeiro produto de prateleira para segurança de informações sensíveis, permitindo que empresas trabalhem com dados totalmente criptografados sem precisar descriptografá-los. Isso possibilita o processamento de informações sem quebra de proteção e sem revelar as informações sigilosas, além da utilização em bilhões de conjuntos de dados sem comprometer o desempenho, ao contrário da maioria das soluções de criptografia.

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