Economia brasileira tem 9ª maior queda entre países do G20

PIB dos vinte mais ricos tem retração recorde e deve encolher 6% no ano.

Internacional / 21:11 - 14 de set de 2020

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Os países que integram o G20, das 20 maiores economias do mundo, registraram uma queda recorde de 6,9% no produto interno bruto (PIB), significativamente pior que a baixa de 1,6% registrada no primeiro trimestre de 2009, no auge da crise financeira de 2007/2008.

A China foi o único país do G20 a registrar crescimento (11,5%) no segundo trimestre de 2020, refletindo o início mais precoce da pandemia neste país e a subsequente recuperação, o que dá uma esperança aos países que adotaram medidas de isolamento social posteriormente. Os chineses, porém, tiveram atitude diferente de outras nações, com um bloqueio rápido e abertura logo em seguida.

Excluindo a China, o PIB contraiu em média 11,8% em todas as outras economias do G20 no segundo trimestre de 2020, quando os efeitos da pandemia começaram a ser mais amplamente sentidos. O Brasil ficou praticamente no meio da tabela: com queda de 9,7%, ficou em 9º lugar.

O PIB caiu mais dramaticamente (25,2%) na Índia, seguido pelo Reino Unido (queda de 20,4%). Vêm a seguir México (17,1%), África do Sul (16,4%), França (13,8%), Itália (12,8%), Canadá (11,5%) e Turquia (11%). A Alemanha teve perda similar à do Brasil (9,7%), pior que Estados Unidos (9,1%), Japão (7,9%), Austrália (7%), Indonésia (6,9%), Coreia do Sul e Rússia (3,2% em ambos).

Na comparação segundo trimestre de 2020 com o mesmo período de 2019, o PIB na área do G20 caiu 9,1%, após uma contração de 1,7% no trimestre anterior. Entre as economias do G20, a China registrou o maior crescimento anual (3,2%), enquanto a Índia registrou a maior queda anual (menos 23,5%).

O G20 reúne 18 países e a União Europeia e a Zona do Euro; representa 80% da produção econômica mundial.

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a economia global ficará muito pior se uma segunda onda de infecções levar os governos a renovar quarentenas em larga escala. Mas, mesmo sem novas paralisações, o crescimento global pode encolher cerca de 6% este ano, acabando com uma sequência de cinco anos de crescimento.

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