Economia de ao menos 30% no setor público

Secretaira de Educação fica com R$ 200 mi em caixa, contas em dia e o dobro do número de escolas em tempo integral.

Não houve secretaria, órgão ou empresa pública que comandou em que Wagner Victer não conseguisse uma economia de ao menos 30%. “Até 80%, como foi o caso da segurança na Cedae”, conta à coluna o ex-secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro.

Quando assumiu, em 2016, os professores estavam há mais de 100 dias em greve. Ao deixar a Secretaria, mês passado, todos os profissionais estavam com os salários em dia – até adiantou em dezembro o que deveria ser pago em janeiro – o calendário escolar marcava 207 dias letivos (o mínimo é de 200), fornecedores foram integralmente pagos e o caixa tinha R$ 200 milhões.

Victer afirma que o único caminho para o setor público é gestão. “Não é preciso ser médico para ser um bom secretário de Saúde”, defende. Ele frisa que é importante o administrador não ter a perspectiva de um mandato eletivo, pois pode comprometer a atuação.

O ex-secretário, que já presidiu a Cedae e deixou a estatal de saneamento com classificação AA pela Standard & Poor’s, enumera algumas conquistas na Educação: reformou mais escolas do que em 20 anos anteriores e mais que duplicou o número de escolas de tempo integral profissionalizantes (de 117 para 248), o que representa mais do que a soma do que fora feito nos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro “desde o tempo do Império”, brinca.

Os contratos tiveram uma redução de ao menos 30%. O consumo de água caiu 13%, o de luz, 34%, e a conta de telefonia fixa foi reduzida em 37%. Gastos com veículos desabaram 70%. O número de imóveis alugados quase foi a zero.

O número de professores contratados caiu de 2,5 mil para apenas 20, em 2018, e o de profissionais cedidos para outros órgãos foi reduzido em 42%. Foram contratados no ano passado 860 docentes e aberto concurso para novos professores. A quantidade de professores fora das salas de aula diminuiu 60%.

Houve eleição para diretores em 1,1 mil das 1.229 escolas da rede, consulta que não acontecia há 15 anos. A participação dos estudantes foi estimulada, com o número de grêmios escolares passando de 240 para 927. Em relação à evasão, houve redução da ordem de 40%, saindo de 8,9%, em 2016/2017, para 5,1%, no período de 2017/2018.

Sobrou fôlego até para unificar o cardápio da merenda escolar, com toque gourmet: cassoulet, ratatouille e escondidinho figuraram entre os pratos. A compra dos insumos era descentralizada, por escola, com preços balizados pela tabela da FGV.

O Ideb não refletiu as melhorias, pois a última avaliação, feita a cada dois anos, sofreu impacto dos mais de 100 dias de greve. Victer garante que o próximo Ideb mostrará o avanço.

 

Exportação

Julia Sant’Anna, que foi subsecretária de Wagner Victer no Rio, assumiu a Secretaria de Educação de Minas Gerais.

 

Verde

O país poupou mais de 2 milhões de árvores desde 2006 com a emissão de notas fiscais eletrônicas, calcula Maurício Balassiano, diretor de Certificação Digital da Serasa Experian.

Eliminar o papel no dia a dia das atividades empresariais, porém, ainda é um desafio. Apesar do arquivo eletrônico, é usual a impressão da nota por quem a recebe.

 

Leme

Após 22 anos de muito trabalho e sucesso, o tricolor Ronaldo Lima deixou ao final do ano os cargos de presidente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) e de vice do Sindicato das Empresas de Nvegação (Syndarma). Lima saiu do grupo CBO e, portanto, não pode continuar na diretoria das entidades.

A Abeam passou a ser comandada pelo ex-vice Gary Michael Orgeron, da Bram. Luís Gustavo Bueno Machado, da Wilson sons assumiu a vice-presidência.

Deixo o cargo com a satisfação do dever cumprido e disposto a continuar contribuindo para o crescimento deste setor, na certeza de que novos desafios virão, os quais serão sempre enfrentados com determinação e profissionalismo pelas entidades e instituições sólidas e capazes de continuar engrandecendo a navegação brasileira de apoio marítimo”, destacou Ronaldo Lima.

 

Terceirização

A Família Bolsonaro diz que Fabrício Queiroz é quem precisa se explicar; Onyx Lorenzoni joga para o contador a justificativa para notas fiscais em série; o general Mourão chuta a nomeação do filho para o presidente do Banco do Brasil. É a filosofia da terceirização se espalhando.

 

Rápidas

A Couromoda começa na próxima segunda e vai até quinta, no Expo Center Norte, São Paulo. Detalhes em www.couromoda.com *** O Shopping Nova Iguaçu recebe nesta sexta-feira a banda Road Rock em tributo ao Queen. Às 19h30.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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