Economia está em baixa em todas as regiões do país

Dados do Banco Central mostram que ociosidade é generalizada.

A economia brasileira opera com alto nível de ociosidade em todas as regiões do país. A falta de ocupação engloba máquinas e mão de obra, entre outros fatores de produção. A avaliação é do Banco Central (BC), que divulgou o Boletim Regional nesta sexta-feira.
Na análise do BC, a economia da região Sudeste manteve trajetória de recuperação gradual, evidenciada por aumentos consecutivos do índice de atividade econômica do Banco Central, desde dezembro, na avaliação trimestral.
Nos últimos meses, entretanto, houve arrefecimento do ritmo de recuperação, notadamente a produção industrial – impactada principalmente pela atividade extrativa – e o volume de servi-ços. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Sudeste (IBCR-SE) variou 0,1% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, quando crescera 0,7% na comparação com os três meses anteriores, considerados dados dessazonalizados (que levam em conta as peculiaridades de cada mês).
No Nordeste, diz o BC, a atividade econômica evidencia acomodação do ritmo de crescimento. “O desempenho mais fraco da economia repercutiu sobre o mercado de trabalho, sendo a única região a apresentar eliminação de postos de trabalhos formais”, diz o boletim. O IBCR-NE variou -0,1% no trimestre encerrado em maio.
Também há processo de acomodação da atividade no primeiro semestre do ano na região Sul. “No entanto, em horizonte mais longo, a região apresenta crescimento mais intenso do que a média nacional. A indústria desempenha papel fundamental nesse processo, com maior disseminação da recuperação entre as atividades, embora permaneça a elevada ociosidade da capacida-de instalada”, avalia o Banco Central. O IBCR-S variou 0,2% no trimestre encerrado em maio.
O nível da atividade econômica no Norte recuou no trimestre encerrado em maio, interrompendo o crescimento observado nos dois trimestres anteriores, reflexo do fraco desempenho da indústria extrativa no Pará, parcialmente compensado pelo comércio regional e pela produção do Polo Industrial de Manaus. O IBCR-N caiu 0,3%.
O Centro-Oeste registrou recuo no trimestre encerrado em maio, após cinco trimestres consecutivos de elevação, impactada, em especial, pela contração nos setores industriais, com desta-que para segmentos da transformação e de energia e saneamento. O IBCR-CO decresceu 0,5% no trimestre até maio.

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