Economia vem pior do que o esperado

Números do BC mostram alta de 0,89%, inferior aos anos Temer.

Conjuntura / 22:30 - 14 de fev de 2020

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A economia brasileira cresceu 0,89% em 2019. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta sexta-feira. O indicador busca antecipar o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), que é calculado oficialmente pelo IBGE.

O número decepcionou economistas, que acreditavam em alta na casa de 1%. Depois da divulgação feita pelo BC, muitos começaram a reduzir suas estimativas para o PIB oficial de 2019, assim como colocar em dúvida o crescimento no primeiro trimestre de 2020.

O saque das contas do FGTS no final do ano passado não foi suficiente para dar impulso à economia. Em dezembro, frente a novembro de 2019, houve queda de 0,27% (dessazonalizado, ou seja, ajustado para o mês).

Na comparação entre dezembro de 2019 e dezembro de 2018, a atividade econômica apresentou crescimento de 1,28%. No último trimestre do ano, comparado ao período anterior, o crescimento ficou em 0,46%, de acordo com dado dessazonalizado. O quarto trimestre comparado a igual período de 2018 apresentou crescimento de 1,36%.

“De tanto cobrarem da esquerda a autocrítica, caberia questionar a respeito da autocrítica ausente dos defensores do receituário neoliberal após seis anos de desastres contínuos conduzidos por seus ilustres representantes: Levy (2015), Meirelles (2016-2018) e Guedes (2019-2020)”, cobrou, em seu Twitter, o professor Marcio Pochmann.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Apesar de não coincidir com o PIB oficial, nos últimos anos os números do BC acompanharam os do IBGE.

O índice do Banco Central mostrou alta de 1,15% em 2018; o PIB oficial cresceu 1,3%. Em 2017, o IBC-Br fechou com crescimento de 1,04%; o IBGE marcou novamente 1,3%. Em 2016, o BC registrou queda de 4,34%, frente a redução de 3,3% no cálculo oficial.

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