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domingo, janeiro 24, 2021

Economia virtual

Correu a notícia que o México pensa em levar Gustavo Franco para presidir o Banco Central de lá. Só uma supervalorização do peso permitiria ao país recuperar a posição de maior economia da América Latina, perdida em 2005 para o Brasil e seu anabolizado real.

Meia volta
O governo voltou atrás e retirou da MP 283 o artigo que permitia o pagamento de vale-transporte em dinheiro. A revogação ocorre após inúmeras críticas de políticos e entidades, como a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras e Consumidoras de Benefícios (Abravale), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Associação Nacional dos Transportadores Públicos (ANTP). “O vale é um dos principais direitos dos trabalhadores. Uma conquista de mais de 20 anos, que foi preservada com esta revogação”, afirma o presidente da Abravale, André Martins.

Em busca do tertius
“Se o Lula ganhar, vai ser uma tragédia para o Brasil. Ele vai chegar ao segundo turno totalmente fragilizado, porque a campanha eleitoral vai recuperar a crise. Vai governar sem base no Congresso e sem poder usar os mesmos métodos de cooptação e com uma oposição radicalizada. Se o PSDB ganhar, vai ter uma oposição raivosa e os movimentos sociais que o PT influencia farão uma oposição dura ao governo.” Os cenários foram traçados pelo governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), em reunião com cerca de 30 intelectuais, no Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro (Corecon-RJ).
O governador do Rio Grande do Sul reivindica para si a condição de candidato em melhores condições de compor uma base no Congresso Nacional e distensionar as relações com a oposição. Para se diferenciar de PT e PSDB, adotou o slogan “Ética com desenvolvimento”.
Diante de um plenário de origens e expectativas variadas, mas unido pelo desejo de uma alternativa desenvolvimentista, Rigotto, no entanto, percebeu ser insuficiente não ter arestas políticas ou ser mais palatável para petistas, tucanos e seus entornos. Ele começou a reunião fazendo críticas tímidas e de tom à política econômica, como à dosagem dos juros e às “metas de inflação exageradas”. Ao longo do debate, a pulsação do plenário parece, porém,  tê-lo alertado de que, para ter chances efetivas de alcançar a presidência da República, não pode se apresentar apenas como um gerente mais moderado do neoliberalismo.
Já ao fim da reunião, disse considerar inaceitável os gastos do governo Lula com juros, que consumiram, só em 2005, R$ 157 bilhões, e concordou com um palestrante que observou que uma redução do superávit primário liberaria R$ 50 bilhões para investimentos e para a área social. A impressão final do plenário, no entanto, foi de que Rigotto tem propostas tímidas diante da dimensão do desastre causado por cerca de 15 anos de políticas neoliberais. Ex-líder do governo FH no Congresso, dá a impressão de entender, pelo menos formalmente, que o espaço para candidatos do mercado financeiro já está ocupado por Lula e Serra ou Alckmin.
Para se tornar competitivo, no entanto, vai ter de pisar no acelerador em direção a propostas que recoloquem o país no rumo do desenvolvimento. Mais do que agitar propostas, no entanto, terá de empolgar os eleitores, apresentando-se como candidato que reatualize Vargas e JK e se comprometa com a redistribuição de renda. Por enquanto, sua caminhada nessa direção mal começou.
Rigotto, que disputa com o ex-governador do Rio Anthony Garotinho a vaga de candidato do PMDB a presidente da República, foi o primeiro palestrante do recém-criado Centro de Estudos para o Desenvolvimento, que busca debater com os presidenciáveis um projeto de desenvolvimento para o Brasil.

Iate
O Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ) concluiu um conjunto de melhorias para revitalização. Foram investidos cerca de R$ 7 milhões nas obras que, geraram 150 empregos temporários, conforme disso o almirante Janot, comodoro do ICRJ. “Dentre as realizações destacam-se a restauração e modernização da sede social e do restaurante, a reforma e o embelezamento paisagístico de todos os jardins, que recebem manutenção diária de uma ONG do Jardim Botânico composta por menores carentes, e, principalmente, a recuperação da orla e de todo o cais, de onde foram retiradas as bombas de combustível, gerando mais espaço útil e evitando os danos causados por choque de embarcações que encostavam para abastecer”, enfatizou Janot .

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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