Edson Nery da Fonseca é homenageado na Bienal do Livro de Pernambuco

Edson Nery da Fonseca (foto Fundaj)
Edson Nery da Fonseca (foto Fundaj)

O bibliotecário e escritor pernambucano Edson Nery da Fonseca consolidou o ensino de biblioteconomia no Brasil. Se vivo estivesse – faleceu em 2014 – celebraria 100 anos em dezembro. Na 13ª Bienal do Livro de Pernambuco, de 1º a 12 de outubro, ele é homenageado pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

“A homenagem antecipa o centenário de nascimento do escritor, a completar-se em dezembro deste ano. Livros dele, sobre ele e filmes começam a chamar a atenção para a importância de sua obra”, afirma o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), Mario Helio. Na profissão pela qual é reconhecido até os dias atuais, o pernambucano registra marcos como a criação da Biblioteca Central, da Universidade de Brasília (UnB), onde formatou também o curso de Biblioteconomia.

Colaboradora do Programa Memória do Mundo, da Unesco, a socióloga Gilda Verri lembra que foi convidada para cursar o mestrado na UnB por sugestão de Nery. “A partir do convívio com ele minha admiração por seu trabalho com bibliografia (disciplina de Ciência da Informação) cresceu. Ele trouxe para o país questões bibliográficas no campo das Ciências e das Humanidades”, destaca Verri, que também é formada em Biblioteconomia.

No Distrito Federal, Nery da Fonseca tem sua assinatura também no acervo da biblioteca do Palácio da Alvorada. O projeto foi confiado a Antônio Houaiss e Francisco de Assis Barbosa, mas coube a ele a compra, tombamento e catalogação dos exemplares.

Na cidade natal, Recife, ele fundou o primeiro curso de Biblioteconomia do Nordeste e reformou as bibliotecas da Faculdade de Direito e da Escola de Engenharia. Autor de Introdução à Biblioteconomia (Briquet de Lemos, 2007), o bibliotecário foi um forte defensor da informatização dos acervos, ainda que muitos colegas o criticassem por acreditar que a modernização acabaria com o valor do livro. Edson também foi crítico literário e colaborou com o jornal Diário de Pernambuco.

O estande da Fundaj terá 190m². O público poderá consultar todos os acervos digitalizados da instituição (Villa Digital, Cinemateca Pernambucana, Pesquisa Escolar), por meio de um computador e do auxílio de um monitor. Em outro ambiente, três televisores exibirão as oficinas digitais e legendadas para os espectadores com necessidades específicas. Todo o espaço terá acessibilidade para cadeirantes. O público também poderá ter acesso à 13ª Bienal por meio virtual.

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