Eduardo Paes anuncia reunião para discutir situação de aeroportos do Rio

Galeão teve aumento no volume de passageiros, chegando a fluxo em torno de 17 milhões

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Eduardo Paes (foto de Tânia Rêgo, ABr)
Eduardo Paes (foto de Tânia Rêgo, ABr)

Depois de criticar publicamente a intenção do Governo Federal de flexibilizar o limite anual de passageiros no Aeroporto Santos Dumont, o prefeito Eduardo Paes anunciou que se encontrará com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na primeira quinzena de janeiro.

“Conversei com o ministro Silvio Costa Filho, que sempre foi um aliado na coordenação dos aeroportos do Rio, implementou as medidas que fortaleceram o Galeão e ampliaram a malha de voos do nosso estado”, escreveu Paes no X, antigo Twitter. “Diante das notícias recentes, ficou combinado que, na segunda semana de janeiro, teremos uma reunião para avançar com a melhor solução para o Rio e o Brasil”, completou ele.

“Agradeço ao presidente Lula, que acompanha o assunto com a máxima atenção e sensibilidade em defesa dos interesses do Rio de Janeiro”, finalizou.

No fim de semana, Eduardo Paes, também pelo X, afirmou que “forças ocultas” estão se movimentando na Anac, que agiria “às escuras”, para flexibilizar o limite de passageiros no Santos Dumont. Na visão de Paes, o teto atual de 6,5 milhões de passageiros por ano favorece a recuperação do Galeão.

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Usuários do Santos Dumont afirmam que usariam o Galeão

Com o objetivo de compreender se os usuários do Aeroporto Santos Dumont utilizariam o Galeão como opção de seus voos o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (Ifec-RJ), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, elaborou um estudo com 1.609 passageiros na área de embarque do terminal.

Segundo a sondagem, 56,8% afirmaram que, caso fosse o mesmo voo do Santos Dumont, aceitariam embarcar no Galeão. Se as passagens fossem mais baratas no Tom Jobim, 19,2% disseram que usariam o terminal da Ilha do Governador, totalizando 76% que estariam dispostos a utilizar o aeroporto internacional.

A pesquisa apresentava, na época, um retrato fiel do perfil socioeconômico do usuário do Santos Dumont. A média de idade dos passageiros era de 43 anos, 78,3% dos entrevistados com ensino superior e 19,3% com o ensino médio completo. 70,8% deles estavam empregados, sendo que aproximadamente 50% no setor privado, e 16,6% eram empresários.

Ficou comprovado com a sondagem que o Santos Dumont não atendia somente moradores da Zona Sul da capital, como se imaginava. O terminal atendia usuários de todo o estado. Do “Leme ao Pontal” eram 34% (22,4% no Centro e Zona Sul e 11,6% na Barra da Tijuca e Recreio), 17,3% na Zona Norte, 12,4% na Zona Oeste (Campo Grande, Bangu etc) e na Grande Jacarepaguá.

Um dado que chamou a atenção na pesquisa é que 12,4% eram do interior do estado, 12,3% da Grande Niterói e 11,6% da Baixada Fluminense.

O Galeão teve aumento no volume de passageiros, chegando a um fluxo em torno de 17 milhões, o que representou um crescimento significativo nos últimos dois anos quando se encontrava abaixo de dois dígitos.

Com informações da Agência Brasil

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