Educação empreendedora

Investir na educação empreendedora é investir em cidadãos críticos.

A sociedade está em um processo de aceleradas e profundas mudanças, em uma dinâmica que obriga a educação a permanentemente se adaptar para preparar os alunos em múltiplos aspectos para enfrentarem a realidade da vida, incluindo no estímulo do espírito empreendedor. Ter espírito empreendedor, é importante não somente para transformar ideias em negócios, mas também para enfrentar o mercado de trabalho e para a vida pessoal de qualquer pessoa. Ainda é frequente se acreditar que o espírito empreendedor é um talento nato, contudo, é um estilo de vida com um conjunto de comportamentos e habilidades que podem ser desenvolvidas.

De acordo com o professor universitário e consultor empresarial, Manuel Barreiros, os sistemas educacionais têm seu foco na transmissão de conteúdos técnicos, sendo que cada vez mais as pessoas ao chegarem ao mercado de trabalho são cobradas por certas habilidades que não foram desenvolvidas. Ele cita como exemplo o trabalho em equipe, a proatividade, o pensamento crítico, a criatividade e a autoconfiança que são habilidades fundamentais não somente para uma pessoa entrar e se manter no mercado de trabalho, mas também para quem tem como objetivo profissional abrir seu próprio negócio.

“Investir na educação empreendedora é investir em cidadãos autônomos com pensamento crítico, inovador, com visão do futuro e disposto a assumir riscos para poderem realizar seus sonhos resolvendo problemas presentes no ambiente no qual eles se encontram inseridos”, frisa o professor Barreiros. Para ele, a educação empreendedora é uma abordagem que não permite somente o desenvolvimento de competências para a sociedade contemporânea, como também para que permita que um indivíduo tenha a possibilidade de transformar sua ideia num projeto empreendedor.

O professor Barreiros destaca que o modelo tradicional de ensino com suas disciplinas básicas continua sendo importante, mas pensar como um empreendedor, está disposto a correr riscos calculados, saber lidar com imprevistos, ser resiliente, saber resolver problemas, ser determinado, são diferenciais competitivos no mercado que fazem a diferença. “É necessário que a escola, especialmente no ensino médio, que é o início da caminhada para a formação profissional, traga esta visão empreendedora para o mundo do aluno em que ele seja incentivado a desenvolver a autoestima, a autoconfiança e a criatividade expondo suas próprias ideias”, avalia.

Segundo Barreiros, a educação empreendedora, em um mundo de permanentes transformações, desenvolve nos alunos habilidades e comportamentos fundamentais para que possam enfrentar na vida pessoal e profissional os desafios do século XXI. “Com a inclusão do empreendedorismo no currículo escolar, os estudantes ao entrarem no mercado de trabalho podem utilizar esse conhecimento não somente para criarem seu próprio negócio, mas também como empregados, autônomos e em sua vida pessoal”, opina.

Barreiros comenta que das diversas metodologias que podem ser utilizadas pela escola no ensino do empreendedorismo uma das mais eficazes é a Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL) na qual é apresentado aos alunos o desafio de solucionarem um problema e são orientados no processo de busca da solução. “O ensino do empreendedorismo possibilitará às pessoas analisarem problemas complexos, proporem para eles soluções inteligentes, e consequentemente se tornarem agentes de transformações na sociedade”, finaliza.

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