Egito pede ajuda ao Brasil para conter preço de alimento

Cotações das commodities agrícolas estão em alta no mundo como reflexo da guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

Em viagem oficial ao Egito, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, conversou com autoridades egípcias em passagem pelo país árabe nesta semana sobre a facilitação de procedimentos de importação para aumentar a oferta de alimentos brasileiros ao mercado local e assim ajudar os egípcios a conterem o aumento de preços. Baixar os valores dos produtos exportados pelo Brasil foi um pedido feito pelos egípcios na viagem. Montes ouviu a solicitação de ajuda do empresariado local, já que o Brasil é um grande fornecedor do setor no país. O ministro teve encontro com empresários que importam proteína animal brasileira no Escritório da Câmara de Comércio Árabe Brasileira no Cairo.

As cotações das commodities agrícolas estão em alta no mundo como reflexo da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, e a economia egípcia vem sofrendo com o aumento, já que o país importa grande parte da comida que consome. Os empresários locais têm manifestado preocupação com desabastecimento de produtos básicos.

Também foi solicitada simplificação na renovação das habilitações para os frigoríficos que já as têm. O Egito renova as habilitações a cada três anos e elas vencem no próximo outubro, segundo o ministro.

Montes teve encontros com o vice-ministro da Agricultura do Egito, Moustafa El Sayeed, e com o ministro do Abastecimento, Ali El Moselhi, na terça-feira no Cairo. Na véspera, ele havia participado de reuniões com o setor privado, uma delas com representantes de empresas egípcias exportadoras de fertilizantes e outra com importadores de carnes do Brasil.

O ministro comentou que o Brasil também pode enviar ao Egito outros cortes de frango. “São posições que facilitam um pouco o preço”.

Ele também conversou com as autoridades locais a respeito do aumento do acesso a informações sobre licitações para que o Brasil possa apresentar mais ofertas. O governo egípcio adquire seu estoque de alimentos via licitações.

Segundo Montes, os preços estão altos globalmente e que isso vai além dos alimentos.

“Os preços estão altos no mundo todo, com esse conflito que houve, os preços cresceram, o preço do fertilizante cresceu assustadoramente, e, por conseguinte, o custo da produção dos alimentos, seja grão, seja proteína, também está alto”.

Montes contou ainda que falou com o ministro do Abastecimento do Egito que baixar o preço é uma questão de oferta.

“O Egito tem uma grande oferta de fertilizantes que pode oferecer ao Brasil e o Brasil tem uma grande oferta de alimentos que pode oferecer ao Egito”.

Aumentar as alternativas de compras de produtos brasileiros deve ajudar a fazer frente aos preços, assim como uma maior venda de fertilizantes pelos egípcios ao Brasil poderia trazer equilíbrio à balança comercial dos dois países, atualmente bastante favorável ao Brasil. O ministro foi questionado pelos jornalistas árabes como esse comércio Brasil-Egito pode ser mais igual e ele apontou os fertilizantes como um dos produtos que os egípcios devem vender mais ao Brasil.

 

Agência de Notícias Brasil-Árabe

Leia também:

Egito fornece 3% dos fertilizantes importados pelo Brasil

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