El Niño puxa aumento do lucro da Energisa

Crescimento do consumo de energia residencial provocado pela onda de calor turbinou ganhos

475
logo da energisa (foto reprodução site)
Logo da Energisa (foto reprodução site)

O lucro da Energisa no terceiro trimestre alcançou R$ 688,7 milhões, um crescimento de 45,1% em comparação com o mesmo período de 2022. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos e obrigações) ajustado recorrente atingiu a cifra de R$ 2 bilhões no trimestre, refletindo um aumento de 25,2% em relação ao ano anterior. No segundo trimestre de 2023, o Ebitda fora de R$ 1,5 bilhão.

Segundo a companhia, o aumento do lucro se deve, em parte, ao crescimento das vendas no mercado de energia neste terceiro trimestre. O indicador, que inclui o mercado cativo e a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), cresceu 3,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 9.693,8 Gwh.

Essa alta foi puxada, principalmente, pela classe residencial, que representa maior fatia do mercado cativo e livre e teve um aumento do consumo de 6,7%. A onda de calor causada pelo fenômeno climático El Niño explica esse crescimento. As classes industrial e comercial aparecem logo em seguida, com incremento de 3,4% e 1,4%, respectivamente.

Índice de perdas abaixo do limite

No setor de distribuição, a empresa encerrou o terceiro trimestre com um índice de perdas de energia de 12,53%, 0,47 ponto percentual (p.p.) abaixo do limite regulatório, o que vem se repetindo nos últimos dois anos. Destaque para Energisa Acre, que teve perdas 5,31 p.p. menor que o estabelecido pela Aneel.

Espaço Publicitáriocnseg

No caso da concessão de Rondônia, houve queda de 1,5 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior e 0,19 em relação ao trimestre anterior.

Os indicadores DEC e FEC também se mantiveram abaixo dos limites regulatórios em todas as concessões, demonstrando o compromisso do Grupo com a qualidade do serviço de distribuição de energia.

No segmento de transmissão, a empresa colocou em operação o 5º transformador 230/138kV na subestação Mauá III, no estado do Amazonas, com cinco meses de antecipação em relação ao Plano de Negócios (previsto para janeiro de 2024). No Tocantins, as obras da subestação de 200MVA estão em estágio avançado, com previsão de conclusão da parte civil até dezembro de 2023.

Geração distribuída e lucro da Energisa com gás

A (re)energisa encerrou o mês de setembro com 324 MWp de potência instalada em geração distribuída e 83 usinas solares. Os investimentos na (re)energisa totalizaram R$ 271,8 milhões no período, dos quais R$ 264,4 milhões destinados à geração distribuída. Isso representa um salto de 23,7% em GD na comparação entre os trimestres e de 87,5% quando se contrapõem os primeiros nove meses de 2022 e 2023.

A ES Gás encerrou o 3T23 com mais de 78 mil clientes, aumento de 7,9% no comparativo com o mesmo período de 2022. Em outubro, a companhia adquirida pelo Grupo Energisa em julho deste ano, bateu recorde com 1.004 clientes adicionados só neste mês. O tamanho da rede também cresceu, chegando a 531 km no trimestre, 3,9% a mais que em 2022.

A ES Gás apresentou Ebitda de R$ 47 milhões, redução de 2,1% em relação ao terceiro trimestre de 2022. No acumulado dos últimos nove meses, no entanto, o resultado foi 6,7% superior ao mesmo período do ano anterior, totalizando Ebitda de R$ 160 milhões em comparação com os R$ 150 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

No terceiro trimestre, o volume total distribuído de gás atingiu 210.837,2 mil m³, o que representa um crescimento de 2,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado até setembro, o volume total distribuído cresceu 13,8% contra o mesmo período de 2022. Os segmentos residencial, comercial e industrial puxaram esse crescimento.

Leia também:

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui