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sábado, janeiro 23, 2021

Ele não era Paulo Coelho

Livro que provocou uma revolução no pensamento da humanidade, ao ajudar a reinterpretar a evolução das espécies na Terra, A origem das espécies, de Charles Darwin, e que completa 150 anos em 2009, juntamente com os 200 anos do nascimento do grande cientista, esteve longe de ser um best seller nos primeiros anos de circulação. Segundo o professor Nelio Bizzo, da Faculdade de Educação da USP, a obra não vendia mais do que 300 exemplares por ano logo após seu lançamento.

Ah, o mercado!
Bizzo assinala que o fracasso editorial inicial do livro serve de importante alerta para evitar que o mercado seja o responsável por determinar a importância ou não de uma obra, pois outras publicações essenciais também revelaram-se fracassos editoriais quando foram lançadas: “Pelos padrões atuais, esse livro poderia nunca ter sido publicado, o que seria uma perda para a humanidade”, ironiza Bizzo, responsável por um dos artigos de Charles Darwin, em um futuro não tão distante, organizado pelos professores e pesquisadores Maria Isabel Landim e Cristiano Rangel Moreira.
A obra é o resultado de palestras e discussões proferidas por pesquisadores durante apresentações da exposição Darwin, realizada no Brasil pelo Instituto Sangari em parceira com o American Museum of Natural History (AMNH), um dos maiores museus de história natural do mundo.

Metamorfose ambulante
Francis Fukuyama, o volátil economista estadunidense, cujas previsões costumam ser modificadas a cada minuto, afirma, agora, em entrevista à Folha de S. Paulo, que a atual crise global não significa o fim da História nem do capitalismo, mas do reaganismo. Para ele, a crise implodiu o movimento que há 30 anos prega a não-intervenção no mercado: “Agora, vamos começar uma nova fase, com mais intervenção do Estado”, prevê.
Para que não acredita que Fukuyama acabou, pode conferir a nova tese, esta semana, quando ele divulga, em Washington, o livro Falling Behind – explaining the Development Gap Between Latin America and the United States” (Ficando para trás – explicando a Distância no Desenvolvimento da América Latina e dos EUA), organizado por ele.

Copo cheio
Pesquisa feita com 133 estudantes de Ensino Médio, com idade entre 14 e 17 anos, moradores de São Bernardo do Campo, mostrou que 82,7% já experimentaram bebidas alcoólicas, sendo que 44,4% se referiram a consumo com certa frequência: 30,1% pelo menos uma vez ao mês e 14,3% aos finais de semana. O estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) avaliou a relação entre publicidade de bebidas e os adolescentes e, segundo a agência de notícias Notisa, mostra que a apreciação por adolescentes de propagandas de cerveja veiculadas em televisão pode estar vinculada à repetição de exibições. Quanto mais vezes um anúncio for assistido, mais atraente ele seria considerado por jovens.

Mais do mesmo
A crise financeira vai reduzir significativamente o crescimento da China no médio prazo. Mas os líderes chineses terão sucesso em estabilizar a situação no curto prazo? A afirmação e a pergunta foram feitas por Kenneth Rogoff, professor de Harvar e ex-economista-chefe do FMI. Ele espera que a China consiga se sair bem, mas afirma que estaria mais convencido se o plano econômico chinês estivesse direcionado ao consumo interno, Saúde e Educação, do que baseado na “mesma estratégia de crescimento dos últimos 30 anos”.

Caminhos
Defensora da criação do cadastro positivo, a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), concorda com o comentário feito na véspera pela coluna em relação à proposta, de que, com juros nas alturas, não há cadastro que resolva. A CNDL acrescenta que defende a queda dos juros básico e do “spread”, mas mantém a crença de “que a aprovação do cadastro positivo ajudaria a baixar o “spread””

Maranhão é mais Jesus
A propósito de nota, aqui publicada no fim de semana, reproduzindo declaração do presidente da Coca-Cola do Brasil, Xiemar Zarazúa, segundo o qual, no Maranhão, o Guaraná Jesus, marca regional comprada pela multinacional, “tem níveis de preferência equivalentes à Coca-Cola”, leitores nordestinos garantem que o produto local vence na preferência dos maranhenses. Segundo esses leitores, já existem cerca de 100 comunidades do Guaraná Jesus no Orkut, tendo a maior delas quase 7 mil participantes. Além disso, outra, com 800 integrantes, garante: “Guaraná Jesus é melhor que a Coca”.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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