Ele não era Paulo Coelho

Livro que provocou uma revolução no pensamento da humanidade, ao ajudar a reinterpretar a evolução das espécies na Terra, A origem das espécies, de Charles Darwin, e que completa 150 anos em 2009, juntamente com os 200 anos do nascimento do grande cientista, esteve longe de ser um best seller nos primeiros anos de circulação. Segundo o professor Nelio Bizzo, da Faculdade de Educação da USP, a obra não vendia mais do que 300 exemplares por ano logo após seu lançamento.

Ah, o mercado!
Bizzo assinala que o fracasso editorial inicial do livro serve de importante alerta para evitar que o mercado seja o responsável por determinar a importância ou não de uma obra, pois outras publicações essenciais também revelaram-se fracassos editoriais quando foram lançadas: “Pelos padrões atuais, esse livro poderia nunca ter sido publicado, o que seria uma perda para a humanidade”, ironiza Bizzo, responsável por um dos artigos de Charles Darwin, em um futuro não tão distante, organizado pelos professores e pesquisadores Maria Isabel Landim e Cristiano Rangel Moreira.
A obra é o resultado de palestras e discussões proferidas por pesquisadores durante apresentações da exposição Darwin, realizada no Brasil pelo Instituto Sangari em parceira com o American Museum of Natural History (AMNH), um dos maiores museus de história natural do mundo.

Metamorfose ambulante
Francis Fukuyama, o volátil economista estadunidense, cujas previsões costumam ser modificadas a cada minuto, afirma, agora, em entrevista à Folha de S. Paulo, que a atual crise global não significa o fim da História nem do capitalismo, mas do reaganismo. Para ele, a crise implodiu o movimento que há 30 anos prega a não-intervenção no mercado: “Agora, vamos começar uma nova fase, com mais intervenção do Estado”, prevê.
Para que não acredita que Fukuyama acabou, pode conferir a nova tese, esta semana, quando ele divulga, em Washington, o livro Falling Behind – explaining the Development Gap Between Latin America and the United States” (Ficando para trás – explicando a Distância no Desenvolvimento da América Latina e dos EUA), organizado por ele.

Copo cheio
Pesquisa feita com 133 estudantes de Ensino Médio, com idade entre 14 e 17 anos, moradores de São Bernardo do Campo, mostrou que 82,7% já experimentaram bebidas alcoólicas, sendo que 44,4% se referiram a consumo com certa frequência: 30,1% pelo menos uma vez ao mês e 14,3% aos finais de semana. O estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) avaliou a relação entre publicidade de bebidas e os adolescentes e, segundo a agência de notícias Notisa, mostra que a apreciação por adolescentes de propagandas de cerveja veiculadas em televisão pode estar vinculada à repetição de exibições. Quanto mais vezes um anúncio for assistido, mais atraente ele seria considerado por jovens.

Mais do mesmo
A crise financeira vai reduzir significativamente o crescimento da China no médio prazo. Mas os líderes chineses terão sucesso em estabilizar a situação no curto prazo? A afirmação e a pergunta foram feitas por Kenneth Rogoff, professor de Harvar e ex-economista-chefe do FMI. Ele espera que a China consiga se sair bem, mas afirma que estaria mais convencido se o plano econômico chinês estivesse direcionado ao consumo interno, Saúde e Educação, do que baseado na “mesma estratégia de crescimento dos últimos 30 anos”.

Caminhos
Defensora da criação do cadastro positivo, a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), concorda com o comentário feito na véspera pela coluna em relação à proposta, de que, com juros nas alturas, não há cadastro que resolva. A CNDL acrescenta que defende a queda dos juros básico e do “spread”, mas mantém a crença de “que a aprovação do cadastro positivo ajudaria a baixar o “spread””

Maranhão é mais Jesus
A propósito de nota, aqui publicada no fim de semana, reproduzindo declaração do presidente da Coca-Cola do Brasil, Xiemar Zarazúa, segundo o qual, no Maranhão, o Guaraná Jesus, marca regional comprada pela multinacional, “tem níveis de preferência equivalentes à Coca-Cola”, leitores nordestinos garantem que o produto local vence na preferência dos maranhenses. Segundo esses leitores, já existem cerca de 100 comunidades do Guaraná Jesus no Orkut, tendo a maior delas quase 7 mil participantes. Além disso, outra, com 800 integrantes, garante: “Guaraná Jesus é melhor que a Coca”.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorDe volta
Próximo artigoFumaça distorcida

Artigos Relacionados

Falta de servidores traz prejuízo, inclusive financeiro

Fila de segurados no INSS vai engrossar precatórios em R$ 11 bilhões.

Desmonte do Estado se dá pelas beiradas

Miçangas e espelhos empurram reformas administrativas nos municípios.

O que vale pros precatórios vale pra dívida interna?

Se calotes são defensáveis, poderiam ser estendidos para os títulos públicos.

Últimas Notícias

Distribuição comercial: quais cláusulas e condições mais importantes?

Por Marina Rossit Timm e Letícia Fontes Lage.

Mercado corre do risco em momento de estresse

Se tem uma coisa que o mercado é previsível é com relação ao seu comportamento em momentos de estresse é aversão ao risco. “Nessa...

Petrobras: mais prazo de inscrição no novo Marco Legal das Startups

Interessados em participar do primeiro edital da Petrobras baseado no novo Marco Legal das Startups (MSL) poderão inscrever-se até o dia 12 de dezembro....

Canal oficial para investidor pessoa física na B3

A partir desta sexta-feira, a nova área logada do investidor da B3, lançada em junho, passa a ser o canal que centraliza todas as...

Fitch Ratings atualiza metodologia de Rating de Seguros

A Fitch Ratings, agência de classificação de risco, publicou nesta sexta-feira relatório de atualização de sua Metodologia de Rating de Seguros. Segundo a agência,...