Eleições americanas e a volatilidade no mercado

O mercado sente o impacto das eleições há alguns dias, o que tende a continuar após a definição de quem assumirá a presidência.

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As eleições americanas e a expectativa em relação a quem será eleito tem movimentado bastante os mercados nas últimas semanas. Apesar de Biden estar liderando a disputa, a indefinição ainda é grande e o resultado final ainda pode demorar alguns dias.

O mercado tem sentido o impacto das eleições americanas já há alguns dias, o que tende a continuar mesmo após a definição de quem assumirá a presidência. Segundo Rossano Oltramari, estrategista e sócio da 051 Capital, as eleições americanas, no curto prazo, trazem volatilidade extra ao mercado.

"A volatilidade nas últimas semanas é resultado desse acirramento eleitoral e dessa polarização entre republicanos e democratas. Quanto mais acirrada e polarizada for essa disputa, mais volatilidade vai trazer ao mercado mesmo após a divulgação do resultado", diz. Segundo Rossano, ao mesmo tempo em que a volatilidade traz insegurança ao investidor, este sobe e desce da bolsa pode contribuir para quem investe em renda variável gerando boas oportunidades de compra a preços atrativos.

Já no médio e longo prazo, o especialista não acredita que o resultado das eleições traga grandes impactos nos investimentos. "A economia americana continua sendo a locomotiva do crescimento mundial gerando grandes oportunidades de investimentos, além de liderar a revolução tecnológica que vivemos. Vale o investidor ficar atento aos rumos que a eleição tem tomado e acompanhar a volatilidade com prudência e aproveitando as boas oportunidades desse momento", afirma.

Em relação ao dólar, de acordo com Oltramari, não dá para prever se a moeda vai subir ou cair nos próximos dias caso um ou outro candidato ganhe, por exemplo.

"O dólar é um dos ativos mais difíceis de fazer projeções. Há diversas variáveis que impactam, como o desempenho de outras moedas e a própria política internacional. O que acreditamos é que atualmente o dólar está valorizado, principalmente diante do real. Em algum momento, na nossa visão, isso tende a corrigir. A política a ser implementada pelo próximo governo americano deverá influenciar diretamente no câmbio", explica.

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