Eletrocutado

Levantamento da Associação da Indústria de Base (Abdib) constatou que a não construção de  obras de geração de energia impedem a criação de 150 mil empregos. O principal entrave à retomada das obras é a falta de financiamento.

Prévia mexicana
Para os nacionais ainda crédulos sobre as vantagens comparativas da criação da Área de Livre Comércio (Alca) para os famosos setores mais dinâmicos da economia, os resultados, práticos, dos nove anos de implantação do Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) são particularmente didáticos. Uma das principais novidades introduzidas pelo Nafta, as maquiladoras  foram as únicas empresas que, estatisticamente, trouxeram mais empregos. De 1999 à 2000, cresceu 13,4% o número desse tipo de empresa, empregando 1,3 milhão de pessoas. Essa indústria é responsável ainda por 47% do total das exportações mexicanas.
No entanto, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as maquiladoras são as principais empregadoras de mão-de-obra infantil no planeta. Existem no México 5 milhões de crianças menores de 14 anos trabalhando nessas empresas. Além disso, os salários, que eram, em média, em 1994, de US$ 2,10 por hora na indústria manufatureira, caíram para US$ 1,90 por hora, em 1999. A renda individual caiu 40% em média,  porque o setor informal não tem condições de  absorver a quantidade de trabalhadores demitidos do trabalho formal.

El Gustavo Franco
Não falta, porém, quem defenda o avanço das exportações mexicanas. De fato, nos primeiros três meses de vigência do Nafta, as exportações do México cresceram 25%, mas suas importações aumentaram 73%. Em vez das prometidas 600 mil vagas de emprego, ao fim do primeiro trimestre havia 105.225 empregos a menos no país. Enquanto isso, as exportações de automóveis produzidos nos Estados Unidos para o México cresceram cinco vezes em comparação com o mesmo período de 1993. O Nafta não garante a permanência das empresas norte-americanas: em busca de salários mais baixos, 540 maquiladoras se transferiram para a China, de 2000 para cá.

Multi verde-amarela
Internacionalização de empresas brasileiras é o tema que será abordado pelo ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Fortes de Almeida, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. O ministro é convidado do Ibmec Corporate, que está realizando um seminário para comemorar a instalação do Centro de Estudos em Internacionalização de Empresas. Será no Salão Velásquez do Hotel Guanabara (Centro), às 10h.

Ultrapassagem
Com a agilidade de quem anda em duas rodas, o setor de motocicletas comemora ter fechado o primeiro semestre com vendas 12% acima das registradas no mesmo período de 2002, enquanto o resto da economia, com exceção dos segmentos voltados à exportação, sofre com a recessão. Para Pedro Cavalcanti Freire, presidente da associação que une as concessionárias Honda (Assohonda), as perspectivas para o segundo semestre são ainda melhores, não só porque as vendas são normalmente maiores no final do ano, como porque “o governo federal já deu sinais de que teremos uma economia mais favorável nos próximos meses com injeção de verbas em diversos setores e com a queda progressiva dos juros”. A Honda domina o mercado, com 86% das vendas.

À distância
O número pessoas que trabalham em casa, com emprego formal, chega a 4 milhões, mais 2 milhões que se ocupam apenas em tempo parcial. O consultor José Antonio Malheiro conta que estes dados da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt) não representam estatística formal, pois algumas empresas são reticentes na divulgação de suas atividades. O tema será abordado em palestra no Fórum Universitário Pearson, que começa nesta segunda-feira e vai até sexta, na Câmara Americana de Comércio, das 8h às 19h30.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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