Elevação dos juros afeta pessoas física e jurídica

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no dia 01 de junho, que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre de 2021 cresceu 1,2%, em comparação ao quarto trimestre de 2020, mas o poder de compra do brasileiro continua caindo ladeira abaixo e há cada vez mais necessidade de recorrer aos empréstimos bancários.

Nesta quinta-feira, pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostrou que a taxa média de juros das operações de crédito registrou alta no mês de maio tanto para as pessoas físicas como para as jurídicas.

A taxa média geral para empresas apresentou uma elevação de 1,63% no mês, passando de 3,07% ao mês (43,74% ao ano) em abril para 3,12% ao mês (44,58% ao ano) em maio, a maior taxa de juros desde março de 2020.

Já a taxa de juros média geral para pessoa física apresentou elevação de 1,38% no mês, passando de 5,8% (96,71% ao ano) em abril para 5,88% ao mês (98,50% ao ano) em maio. É a maior taxa de juros desde dezembro de 2019.

Copom

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central acontecerá nos dias 15 e 16 de junho. A taxa básica de juros, a Selic, está em 3,5% ao ano. Alguns economistas acreditam que o Copom “não terá tempo” para reduzir ritmo de alta dos juros.

Os economistas consultados pelo Boletim Focus do Banco Central, publicação divulgada na última segunda-feira (7), deixaram inalterada a perspectiva para a taxa básica de juros, com a Selic prevista em 5,75% ao final deste ano e 6,50% em 2022.

Segundo a agência Brasil, a Selic é uma referência para o custo das linhas de crédito em geral. Quando ela é elevada, a tendência é de que empréstimos e financiamentos fiquem mais caros – ou seja, que bancos e outras instituições financeiras cobrem juros mais altos nessas operações.

Segundo o diretor executivo de Estudos e Pesquisas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, as elevações podem ser atribuídas à expectativa de novas elevações da taxa básica de juros (Selic) frente a uma inflação maior, à provável elevação dos índices de inadimplência, e ao anúncio das elevações dos impostos das instituições financeiras da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), em 2021.

“Essa provável inadimplência pode ocorrer por causa do fim das carências nos empréstimos, como pausas e carência nas negociações de dívidas; desemprego elevado; fim do pagamento dos auxílios emergenciais; elevação da inflação e seus efeitos na renda; e maior seletividade dos bancos na concessão de crédito”, destacou.

Leia também:

Skaf: elevação dos juros pode prejudicar retomada econômica

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