Eli Lilly adquire Centessa Pharmaceuticals por US$ 7,8 bilhões

Acordo estabelece que farmacêutica adquirirá todo o capital social da fabricante de medicamentos experimentais

328
Sede do Laboratório Lilly, em Indiana, EUA (foto de Momoneymoproblemz, CC BY-SA 4.0)
Sede do Laboratório Lilly, em Indiana, EUA (foto de Momoneymoproblemz, CC BY-SA 4.0)

A farmacêutica norte-americana Eli Lilly fechou um acordo para adquirir a Centessa Pharmaceuticals, fabricante de medicamentos experimentais para distúrbios do sono e outras doenças neurológicas, por um valor total de US$ 7,8 bilhões.

O acordo estabelece que a Lilly adquirirá a totalidade do capital social da Centessa, oferecendo US$ 38 por cada ação da empresa, mais um direito de valor contingente (CVR) intransferível para receber um total de US$ 9 por ação, condicionado ao cumprimento de três marcos, o que resulta em um total de US$ 47 por ação.

Assim, a contraprestação inicial em dinheiro eleva-se a US$ 6,3 bilhões, aos quais se somam US$ 1,5 bilhão do CVR, resultando no valor total acordado.

O principal medicamento em desenvolvimento da Centessa, o cleminorexton, apresentou resultados positivos nas primeiras fases dos estudos clínicos para o tratamento da narcolepsia – tipos 1 e 2 – e da hipersonia idiopática – sonolência diurna excessiva sem sintomas de cataplexia nem causa aparente.

Espaço Publicitáriocnseg

Da mesma forma, o portfólio da Centessa inclui outros medicamentos em fase clínica e pré-clínica com potencial utilidade em uma gama mais ampla de condições neurológicas, neurodegenerativas e neuropsiquiátricas.

“A Centessa reuniu um portfólio com a amplitude e a profundidade necessárias para melhorar a vigília em uma ampla gama de indicações”, afirmou a presidente da Lilly Neuroscience, Carole Ho.

“Ao combinar a equipe e as capacidades da Centessa com as capacidades globais complementares de pesquisa, clínicas, regulatórias e comerciais da Lilly, buscaremos acelerar o avanço de nosso portfólio de orexina em uma ampla gama de indicações neurocientíficas em benefício dos pacientes que precisam dele”, declarou o CEO da Centessa, Mario Alberto Accardi.

Europa Press

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg