Eliminada exigência de licença para importação de 210 produtos

Itens representaram um montante de US$ 5,6 bilhões em compras externas em 2019.

Negócios Internacionais / 16:51 - 24 de ago de 2020

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A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME) eliminou a exigência de licenças automáticas de importação para 88 produtos e de licenças não automáticas para outras 122 mercadorias diferentes. No total, esses itens representaram, respectivamente, um montante de US$ 2,9 bilhões e de US$ 2,7 bilhões em compras externas, somente no ano passado.

De acordo com dados da Secex, a novidade permite a dispensa de 159 mil licenças automáticas e de 111 mil licenças não automáticas aprovadas em 2019, garantindo aos importadores brasileiros uma economia de mais de R$ 23 milhões com o pagamento de taxas que eram cobradas para a obtenção desses documentos.

Entre os produtos que podem ser importados sem a necessidade de licenças estão revestimentos para paredes, fios de acrílico e tubos de aço, que antes dependiam de aprovação da Secex – diretamente ou por meio de delegação de competência ao Banco do Brasil – como requisito prévio à conclusão de importações no país.

A medida adotada pela Secex racionaliza controles de caráter econômico-comercial exercidos por meio do licenciamento de importação. O objetivo é reduzir o tempo e os custos de conformidade incorridos por operadores privados nas trocas comerciais entre o Brasil e o mundo”, explica o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.

A iniciativa atende à diretriz governamental relativa à desburocratização, melhoria do ambiente de negócios e maior eficiência da atuação estatal sobre as operações de comércio exterior, em conformidade com a Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019) e o Acordo de Facilitação de Comércio, celebrado no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), do qual o Brasil é signatário.

Trata-se de importante contribuição para a maior integração do país às cadeias globais de suprimento, que se soma às demais ações empreendidas pelo governo federal visando diminuir custos e aumentar a competitividade da economia brasileira”, afirma Ferraz.

 

Feiras apostam em plataformas digitais

A pandemia do novo coronavírus, definitivamente, impulsionou as transformações nos modelos de negócios. As tradicionais feiras físicas dão espaço cada vez maior a eventos digitais. O fato acontece tanto no ambiente doméstico quanto internacional. Neste contexto, as mostras Micam Milano (Itália), Micam America’s (Estados Unidos), Coterie (Estados Unidos) e Children’s Club (Estados Unidos), apoiadas pelo Brazilian Footwear, programa realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), firmaram parceria com a plataforma NuOrder para ocorrerem no formato digital. A NuOrder fará um landing page exclusiva para cada um dos eventos entre os dias 1º de setembro e 15 de novembro, quando as marcas expositoras poderão expor — e vender – seus produtos para uma base de mais de 500 mil compradores cadastrados na plataforma, a maior parte deles dos Estados Unidos, Canadá, América Central e Europa.

Na mesma modalidade ocorrerá a Sourcing at Magic, feira norte-americana reconhecida internacionalmente pela negociação de grandes volumes, entre os dias 15 de setembro e 15 de dezembro. Nesta plataforma, as empresas participantes terão a oportunidade de interagir com os compradores através de diversos pontos de contatos, podendo realizar uma abordagem pró ativa nos clientes de interesse, além de se beneficiar do serviço de matchmaking disponível no próprio site. A iniciativa terá, ainda, um serviço de analytics, podendo a empresa avaliar em tempo real os produtos de melhores performance para atualizar sua página e coleção de acordo com os interesses dos compradores. A gestora de Projetos da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli, ressalta que, nesta edição, o Brasil será o país-foco, com destaque especial em ações de promoção de imagem e um webinar sobre o potencial brasileiro como fornecedor de calçados. “No webinar – ainda sem data confirmada – traremos o tema do Brasil como alternativa para produção de calçados fora da Ásia”, adianta.

 

Crescem exportações para países árabes

As exportações do Brasil aos países árabes tiveram no mês passado o seu maior valor desde o começo do ano. A receita das vendas ficou em US$ 1,1 bilhão, 30,8% maior do que no mês imediatamente anterior, que foi junho, segundo dados compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. O bom desempenho tem relação com o processo de normalização da logística de transporte marítimo para a região, a reposição de estoques pós-Ramadã e a retomada gradual de atividades nos países árabes.

Mais do que qualquer outra coisa, começam a ser restabelecidas as rotas marítimas, o transporte de contêineres está se normalizando”, disse para a ANBA o secretário-geral e CEO da Câmara Árabe, Tamer Mansour. A exportação brasileira de mercadorias via contêineres ao mundo árabe foi afetada durante a pandemia, já que muitos desses equipamentos ficaram retidos na China no período, deixando o Brasil com baixa disponibilidade de contêineres para a exportação.

 

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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