26.1 C
Rio de Janeiro
segunda-feira, janeiro 25, 2021

Em 5 anos, trabalho será dividido entre humanos e máquinas

A automatização, que está ocorrendo mais rápido do que o esperado, vai eliminar 85 milhões de empregos nos próximos cinco anos. Cerca de 43% das empresas devem reduzir sua força de trabalho por causa da integração de tecnologia; 41% planejam expandir o uso de terceirizados para trabalhos especializados; e 34% planejam expandir sua força de trabalho como resultado da integração de tecnologia. Daqui a cinco anos, os empregadores vão dividir o trabalho entre humanos e máquinas de forma quase igual.

Estes dados constam do relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o Futuro do Emprego em 2020. Por outro lado, a revolução dos robôs criará 97 milhões de empregos. “À medida que a economia e os mercados de trabalho evoluem, novos papéis surgirão em campos de tecnologia (como inteligência artificial – IA) e em carreiras de criação de conteúdo (como gerenciamento de mídia social e redação de conteúdo)”, destaca, em artigo, a diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial e chefe do Centro para a Nova Economia e Sociedade do Fórum, Saadia Zahidi.

Em 2025, o pensamento analítico, a criatividade e a flexibilidade estarão entre as habilidades mais procuradas, informa Zahidi. “As empresas mais competitivas se concentrarão na atualização das habilidades de seus trabalhadores. Para os trabalhadores que deverão permanecer em suas funções nos próximos cinco anos, quase metade precisará ser retreinada em suas habilidades essenciais.”

A pesquisa também descobriu que o setor público precisa fornecer um apoio mais forte para a requalificação e qualificação de trabalhadores em risco ou deslocados. Atualmente, apenas 21% das empresas relatam ser capazes de usar fundos públicos para apoiar seus funcionários por meio de iniciativas de reciclagem.

Finalmente, segundo o relatório, o trabalho remoto veio para ficar. Cerca de 84% dos empregadores devem digitalizar rapidamente os processos de trabalho, incluindo uma expansão significativa do trabalho remoto: há potencial para mover 44% dos trabalhadores para operar remotamente.

No entanto, 78% dos líderes empresariais esperam algum impacto negativo na produtividade do trabalhador, e muitas empresas estão tomando medidas para ajudar seus funcionários a se adaptarem.

Leia mais:

Efeitos da retomada são modestos no mercado de trabalho

FGV debate como a pandemia atingiu a economia e o mercado de trabalho

 

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Cepal: exportações da AL e do Caribe caíram 13% em 2020

A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) fez o comércio exterior na América Latina e no Caribe registrar o pior desempenho...

Proposta do governo é armadilha para caminhoneiros

Categoria ameaça parar dia 1º, o que poderia afetar distribuição de vacinas.

Biden expande combate à fome que afeta 1 em 7 lares dos EUA

Presidente aumenta salário mínimo dos funcionários federais para US$ 15.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Copom está alinhado com maioria da expectativa do mercado

Considerando foco na inflação de 2022, estamos considerando agora que BC começará a aumentar Selic em maio e não em agosto.

Primeira prévia dos PMI’s e avanço da Covid-19

Bolsa brasileira sucumbe ao terceiro dia de queda, mediante aos temores fiscais.

Exterior em baixa

Queda acontece em meio às preocupações com problemas para obtenções de vacinas.

Más notícias persistem

Petróleo negociado em NY mostrava queda de 2,60% (afetando a Petrobras), com o barril cotado a US$ 51,75.

Mercado reagirá ao Copom e problemas internos

Na Europa, Londres teve alta de 0,41%. Frankfurt teve elevação de 0,77%. Paris teve ganhos de 0,53%.