Em derrota para Economia, renda emergencial é prorrogada

Serão pagos R$ 600 por 2 meses, mas valor pode ser parcelado dentro do mês.

Conjuntura / 22:18 - 30 de jun de 2020

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O presidente Jair Bolsonaro assinou na tarde desta terça-feira o decreto que prorroga, por mais dois meses, a renda emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil por família), destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos, desempregados e pessoas de baixa renda durante a pandemia, beneficiando cerca de 65 milhões de pessoas.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, informou que o pagamento será desmembrado, porém a forma e as datas de pagamento de cada lote ainda serão definidas. Ele explicou que a data para pedir o benefício foi mantida até esta quinta-feira e que a tendência é manter o pagamento dos R$ 600, parcelado em dois lotes, dentro de um único mês.

O pagamento de R$ 600 foi uma derrota da equipe econômica, que queria manter o pagamento por três meses, mas reduzir de forma escalonada para R$ 500, R$ 400 e R$ 300. Ainda que o valor final ficasse igual ao aprovado, indicaria um final do auxílio. Se a crise econômica continuar, a pressão pela manutenção do benefício por mais um ou dois meses será forte, ainda mais em um momento em que o governo, fraco, cede a pressões dos políticos do Centrão.

O governo luta por popularidade: se retirar o benefício, perderá a boa imagem que conseguiu entre a população mais pobre. No Nordeste, pesquisa indicou que a maioria dos beneficiários acredita que a renda emergencial é permanente.

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