Em linha com o esperado, os empréstimos bilaterais ao FMI chegarão a 150

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bilhões de euros

Os ministros de Finanças europeus, em teleconferência realizada ontem, divulgaram comunicado sobre os empréstimos bilaterais dos países da Zona do Euro ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que totalizaram 150 bilhões de euros e que visam aumentar os recursos voltados à ajuda financeira aos países em crise.
Dentre os países da região, Portugal, Irlanda e Grécia não deverão contribuir, já que atualmente já passam por programas de ajuda financeira. A Itália, por sua vez, contribuirá com  23,5 bilhões de euros, Espanha com 14,9 bilhões de euros e a Alemanha com 41,5 bilhões de euros.
Em alguns países, o empréstimo terá de ser primeiramente aprovado pelo Parlamento. Além disso, República Tcheca, Dinamarca, Polônia e Suécia manifestaram interesse em contribuir. Um dos pontos em questão, entretanto, foi a participação do Reino Unido, que deverá decidir sua contribuição somente no começo do próximo ano, gerando incertezas, uma vez que, com seus recursos (que podem chegar a 30 bilhões de euros), os empréstimos se aproximariam dos 200 bilhões de euros apontados pela União Européia. Adicionalmente, conforme anunciado ontem, Portugal recebeu nova parcela do pacote de resgate financeiro, que somou 2,9 bilhões de euros, pelo FMI. Na Espanha, por sua vez, o novo primeiro ministro, Mariano Rajoy, anunciou um plano de austeridade fiscal para o próximo ano, visando a redução do déficit público; o plano contará com corte de  16,5 bilhões de euros em despesas.

Atividade
– Secovi: vendas de imóveis em outubro seguiram em queda frente a 2010
As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo somaram 2.017 unidades em outubro, o que eqüivale a uma contração de 33,5% ante o mesmo mês de 2010, conforme divulgado pelo Sindicato de Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Além disso, as vendas foram inferiores ao número de lançamentos em outubro, que totalizaram 3.215 unidades, segundo os dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) citados na pesquisa do Secovi-SP. Na mesma direção das vendas, o total de lançamentos registrou queda de 39,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

– Bracelpa: produção de papel e celulose ficou estável em novembro
A produção de papel e celulose manteve-se estável na margem em novembro, de acordo com os dados divulgados ontem pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), considerando a série livre de efeitos sazonais. O resultado seguiu uma expansão de 2,0% em outubro e foi composto pela retração de 5,7% da produção de celulose e pelo crescimento de 2,1% da produção de papel, na mesma base de comparação. Em relação a novembro de 2010, a produção sofreu queda de 2,6%. Com isso, no ano, a produção de celulose acumulou queda de 0,7%, enquanto a produção de papel expandiu 2,1%. As vendas domésticas seguiram em sentidos opostos, com queda na margem de 5,7% das vendas de celulose e alta de 5,1% nas vendas de papel. No entanto, ambos ainda apresentam queda no ano, de 1,8% e 1,0%, respectivamente. Especificamente no caso de papel, as vendas foram afetadas pela concorrência com o produto importado, com as importações apresentando queda de 2,0% em relação a 2010.

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Setor Externo
Alemanha: indicador de confiança do consumidor permaneceu estável para janeiro, ao passo que confiança dos negócios  mostrou recuperação em dezembro, embora não sugira forte retomada da atividade econômica; preços ao produtor deram sinais de arrefecimento em novembro
O índice GFK de confiança do consumidor da Alemanha permaneceu estável em 5,6 pontos para janeiro, ficando ligeiramente acima dos 5,5 pontos esperados pelo mercado. Este resultado foi sustentado pelo aumento das expectativas de rendimento (31,1 para 34,0) e de negócios (-7,2 para -0,9), ao passo que a intenção de compra recuou de 40,3 para 27,4 pontos, não sustentando uma forte retomada da atividade. Além disso, o índice IFO de confiança nos negócios obteve recuperação para 107,2 pontos em dezembro ante os 106,6 pontos registrados em novembro e os 106,0 esperados pelo mercado, valendo destacar o setor de vendas no atacado e vendas no varejo. Dentre os componentes, a principal influência veio das expectativas, que passaram de 97,3 para 98,4, e o componente de situação atual permaneceu estável em 116,7 pontos. Adicionalmente, os preços ao produtor desaceleraram ao registrar alta de 0,1% em novembro, em comparação à elevação de 0,2% verificada em outubro; na comparação interanual não houve grande alívio, acumulando alta de 5,2%.

Tendências de mercado
De acordo com o Bradesco, nesta manhã, as principais bolsas da Europa registram ligeira alta, apesar das incertezas após a reunião dos ministros das finanças da região realizada ontem e, continuando a reversão do movimento verificado na semana anterior, ao passo que o índice futuro da bolsa norte americana, o S&P, também opera em alta.  Com isso, acreditamos que a bolsa de valores brasileira também reverta o movimento do último pregão e obtenha valorização. Já no mercado de câmbio, o dólar perde valor frente às demais moedas, e considerando a depreciação do real nos últimos dias, esperamos que a moeda brasileira ganhe valor frente à norte-americana. Por fim, no mercado doméstico de juros futuros, acreditamos em estabilidade aos vencimentos mais curtos e observando as últimas aberturas, esperamos fechamento aos mais longos.

Octavio de Barros
Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos – BRADESCO
Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

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