Em segundo debate na TV, Trump e Hillary têm postura agressiva

Internacional / 06:23 - 10 de out de 2016

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Em debate realizado ontem à noite pela televisão, transmitido para mais de 80 milhões de pessoas, os candidatos Donald Trump, do Partido Republicano, e Hillary Clinton, do Partido Democrata, adotaram as posturas mais agressivas da história recente em eleições presidenciais dos EUA. Donald Trump chamou Hillary Clinton de "demônio" e ameaçou levá-la à prisão, se eleito. Hillary, em resposta, fez referência a um vídeo divulgado recentemente pelo jornal "The Washington Post" em que Trump usa palavras ofensivas em relação às mulheres. A candidata democrata disse que esse insulto às mulheres não é um fato isolado e se soma a outros já protagonizados pelo candidato republicano. Donald Trump chegou ao debate, feito na Universidade de Washingotn, em Saint Louis, no estado de Missouri, em meio a um clima de desânimo entre os próprios líderes do Partido Republicano. Muitos integrantes da cúpula do partido tinham anunciado que não mais apoiariam Trump, depois que foi divulgado o vídeo em que ele aparece numa gravação de 2005 conversando com um apresentador de televisão, se gabando de conquistar mulheres e usando palavras vulgares para se referir às mulheres. Ele disse ainda, no vídeo, que as mulheres sentem atração por celebridades e que, por isso, fica fácil conquistá-las. "Basta pegá-las pela (.....), disse Trump na gravação, usando uma palavra vulgar para se referir ao órgão sexual feminino. Trump chegou ao debate de ontem disposto a mudar de assunto. Foi logo acusando Hillary Clinton de mentirosa e ameaçou prendê-le, se for eleito. Ele disse que Hillary tem ódio no coração e levou para o debate um assunto muito delicado. Ele acusou o marido de Hillary, Bill Clinton, de ter assediado várias mulheres enquanto era presidente dos EUA. São acusações antigas, mas ele fez essas afirmações para constranger a candidata. Acrescentou que Hillary Clinton deveria ter vergonha disso. Durante o debate, o moderador Anderson Cooper, apresentador da rede de televisão CNN, perguntou a Donald Trump sobre sua afirmação no vídeo em que se gaba de conquistar as mulheres. Em resposta, ele disse que a gravação foi uma conversa de "vestuário" e que não agrediu mulheres. Pediu desculpas ao povo americano pela linguagem do vídeo, mas mudou logo de assunto, adotando uma estratégia de colocar Hillary na defensiva. Trump disse que o assunto mais urgente da política externa americana é derrotar o Estado Islâmico e que isso não vem sendo feito pelo atual presidente dos EUA, Barack Obama, do Partido Democrata, o mesmo de Hillary. Tweeter - Este segundo debate entre gerou mais de 17 milhões de Tweets, quebrando o recorde histórico de volume de conversas para esse tipo de evento. Os temas de maior discussão no Twitter durante o debate foram terrorismo, relações internacionais, economia, saúde e armas. Os maiores picos de conversas ocorreram quando Trump afirmou discordar de seu companheiro de partido Mike Pence (@mike_pence) em relação à política para a Síria; na hora em que o candidato republicano declarou ser cavalheiro; e no momento em que Trump disse que Hillary estaria presa em sua administração. Durante o evento, Hillary Clinton conquistou 25 mil novos seguidores em seu perfil no Twitter e Donald Trump, 16 mil. O debate foi transmitido pelo Twitter em parceria com a Bloomberg. O Moments, ferramenta de curadoria do Twitter que busca os melhores Tweets e assuntos mais relevantes todos os dias, também fez uma cobertura ao vivo do evento, com link para o live streaming. O terceiro e último debate ocorrerá na quarta-feira, 19 de outubro, a partir das 21h30 (horário de Brasília). Com informações da Agência Brasil

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