Em sete meses, Brasil importou 3,3 bilhões de produtos chineses

Alta foi de 11,4% em comparação com o mesmo intervalo no ano anterior; PIB do país asiático deve crescer 5,5% em 2023

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Made in China (Foto: J.C.Cardoso)
Made in China (Foto: J.C.Cardoso)

A crescente demanda de entrada de produtos vindos da China no Brasil tem gerado um impacto substancial na economia, conforme o levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em um período de apenas sete meses deste ano, foram importados 3,3 bilhões de produtos chineses, marcando um aumento de 11,4% em comparação com o mesmo intervalo no ano anterior, 2022.

A CNC enfatizou o papel do comércio bilateral Brasil-China no cenário de crescimento constante, evidenciando a expansão das importações chinesas que sublinha a demanda por bens chineses no mercado brasileiro, destacando também o Brasil como um importante player no comércio global. Essa análise revela a relevância econômica dos produtos chineses na atividade comercial brasileira e sua dinâmica, ressaltando a necessidade de examinar os impactos setoriais e no mercado interno, essenciais para compreender o contexto econômico atual de forma abrangente.

“Estamos observando uma tendência notável em relação à importação de produtos da China, que está se refletindo diretamente em nossa economia”, destaca Jackson Campos, especialista em comércio exterior e Relgov na AGL Cargo, que ressalta também. “O aumento de 11,4% em um curto período de tempo é um indicativo claro da demanda consistente por produtos chineses em nosso mercado, bem como da forte interconexão das economias globais”, finaliza.

A entrada maciça de produtos chineses no mercado nacional não só demonstra importância das relações comerciais internacionais, como também destaca a influência direta dessa atividade na economia local. Campos acrescenta que “o impacto dessa importação não se limita à área de comércio; ela ecoa por vários setores econômicos. A alta demanda de produtos chineses influencia diretamente a dinâmica competitiva das indústrias locais, desencadeando uma análise sobre como os produtores nacionais estão respondendo a esse influxo”.

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“A competição global é uma realidade que nossos fabricantes estão enfrentando diariamente. A entrada crescente de produtos chineses impulsiona a necessidade de inovação e diferenciação dos nossos produtos para manter nossa presença no mercado”, diz.

Esse aumento nas importações chinesas abrange uma ampla gama de setores, desde eletrônicos até bens de consumo, tendo um impacto direto nas indústrias nacionais. A análise minuciosa dessa tendência e seu impacto nas várias esferas econômicas continuam a ser uma prioridade para os analistas econômicos. “É vital entender como esse influxo de produtos chineses influencia nosso balanço comercial, a indústria e, em última instância, os consumidores”, comenta o especialista.

De acordo com pesquisa da KPMG, conduzida a partir de dados de mercado, o Produto Interno Bruto da China deve crescer 5,5% em 2023 e 5,2% em 2024. A consultoria também destaca que os gastos finais do consumidor no segundo trimestre de 2023 impulsionaram o crescimento econômico chinês em 5,3%, respondendo por 84,5% dessa alta. Já a produção industrial de itens de valor agregado da China cresceu 3,8% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano anterior, e 0,8% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses deste ano.

“O PIB da China cresceu 5,5% no primeiro semestre de 2023 em relação ao ano anterior, atingindo uma recuperação econômica relevante e estável. No segundo trimestre de 2023, a economia cresceu 6,3%, ante 4,5% do primeiro trimestre. Com a suspensão das restrições de locomoção interna, e das operações das cadeias das indústrias oriundas das quarentenas, as vendas no varejo tiveram uma importante recuperação neste ano até agora, e a contribuição do consumo para o crescimento econômico continua se expandindo. O sentimento do consumidor melhorou e a parcela de domicílios indicando maior poupança caiu ligeiramente, mas continua alta”, afirma Daniel Lau, sócio-líder do Desk China da KPMG no Brasil e na América do Sul.

Matéria atualizada às 12h30 para inclusão de conteúdo

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