Embraer decola

Em conversa com a coluna, um ex-oficial de alta patente da Aeronáutica e com passagem pelo setor privado elogiou a escolha pelo governo dos caças Gripen NG, da sueca Saab, para aparelhar a  FAB: “Foi a melhor escolha técnica. Além de ser um avião de manutenção mais barata, o Brasil vai ganhar com a transferência de tecnologia. Os Estados Unidos não aceitam transfererir tecnologia. Você vai ver como a Embraer vai ter um grande impulso de tecnologia.  Não gosto da Dilma (presidente), mas tenho de reconhecer que ela acertou na escolha”, disse a fonte.

OCDE insaciável
Apesar de amargar um dos maiores níveis de desemprego da Europa que atinge um quarto da população economicamente ativa (PEA) – entre os jovens, a taxa sobe para assombrosos 52% – a Espanha está sob pressão da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para baratear e facilitar ainda mais as demissões: “Compensar os trabalhadores é justo, porém, a questão é qual é o nível adequado para que os empresários prefiram contratar de forma indefinida em vez de fazê-lo de forma temporária”, teorizou o  diretor de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da OCDE, Stefano Scarpetta

Generosos
Scarpetta cometeu essa pérola ao fazer um balanço do último pacote baixado pelo obediente governo espanhol para baratear as demissões, que reduziram os custos de 45 dias para 33 dias por ano trabalhado, nos casos em que não houver justa causa. Decorrido um ano da mudança que o burocrata da OCDE considera ter produzido resultados “generosos” e “acima da média da União Européia”, 1 milhão de postos de trabalho foram fechados.

Esqueceram a NSA
Pesquisadores do Websense Security Labs prevêem os principais ataques cibernéticos em 2014. As previsões são: ataques de malwares em menor volume, porém mais avançados; um grande ataque para destruição de dados, que podem vir de Estados ou hackers; ataques aos dados das redes na nuvem; a tecnologia Java permanecerá altamente vulnerável; uso de redes sociais profissionais, como o LinkedIn, para enganar executivos e atacar empresas.

Ipea
O que é singular na migração recente dos homicídios no Brasil e quais suas relações com o tamanho dos munícipios, a atividade econômica, a localização na fronteira ou em áreas de desmatamento? O que acontece com a informalidade até 2013, quais as políticas apropriadas para lidar com a questão e quais os resultados da lei do microempreendedor individual? Para tentar responder a essas questões, dois economistas do Ipea, Daniel Cerqueira e Gabriel Ulyssea, apresentam, em coletiva nesta sexta-feira, suas teses de doutorado que acabam de ser premiadas e as extensões das linhas de pesquisa sobre crime e informalidade que vêm desenvolvendo no instituto. O presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, coordena as apresentações.

Quem ganhou?
Apresentado como a bóia de salvação que impediu que os Estados Unidos marchassem para a depressão, o mensalão do Federal (Fed, o banco central do país), que, desde setembro de 2012, destinou US$ 1,44 trilhão para compra de papéis do Tesouro estadunidense e de papéis podres de hipotecas para “limpar” as carteiras dos bancos, serviu muito mais como lastreador de bolhas do que de alavancador da economia.
Nesse período, segundo cálculo de Mohamed El-Erian, executivo do Pacific Investment Management (Pimco) – um dos maiores fundos de investimentos do mundo – o mensalão do Fed adicionou apenas entre 0,25 e 0,5 ponto percentual ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA: “A maioria das pessoas concorda que o impacto sobre a economia real tem sido decepcionante. Já o impacto sobre os ativos financeiros tem sido bastante considerável”, salientou El-Erian, no fim de agosto, quando o programa tinha pouco mais de um ano.

Riqueza concentrada
A avaliação do executivo é confirmado pelos dados do próprio Governo dos EUA, que confirmam a concentração de renda no país. Entre 2009 e 2011, o patrimônio líquido das 7% das famílias mais ricas dos EUA cresceu 28%, enquanto a riqueza dos 93% restantes encolheu 4%. No mesmo período, as 8 milhões de famílias mais ricas daquele país celebraram o fato de sua riqueza média saltar de US$ 2,5 milhões para US$ 3,5 milhões. Já  às 111 milhões demais famílias restou ver a crise corroer seu patrimônio de US$ 140 mil para US$ 134 mil.
 

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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