A indústria da aviação é responsável, em média, por 2% do total das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE). Apesar de parecer uma parcela relativamente pequena das emissões globais, esse é um dos setores mais desafiadores para a descarbonização, afirma a Agência Internacional de Energia (AIE). O desafio é por causa de uma combinação de limitações tecnológicas, restrições físicas e obstáculos econômicos e regulatórios.
Neste final de semana, a Embraer (B3: EMBJ3 / NYSE: EMBJ) participará de três painéis da agenda oficial da COP 30, Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas nas Zonas Azul e Verde, para discutir a descarbonização da aviação e o desenvolvimento sustentável por meio da educação. A fabricante de aeronaves disse que reafirmará seu esforço em prol da redução de gases de efeito estufa.
Em fevereiro deste ano, o CEO e presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, reforçou a decisão da empresa de investir, juntamente com o Governo Federal, R$ 20 bilhões no Brasil até 2030, para ampliar a produção de aviões e desenvolver novos produtos.
A previsão de investimentos inclui aumento da produção de aeronaves, expansão dos negócios em mercados internacionais e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, com o objetivo de reduzir os níveis de emissão de carbono da indústria aeronáutica. Um dos destaques é o eVTOL (veículo elétrico de decolagem e pouso na vertical), fabricado pela EVE, do grupo Embraer.
Desde 2009 a empresa elabora o Inventário de Efeitos Estufa, utilizado para identificar a origem das emissões. A Embraer se reuniu com a comunidade internacional para combater o crescimento das emissões de gases de efeito estufa. Desde então, a empresa vem atuando em projetos que visam a redução de emissões por meio do desenvolvimento de aeronaves mais eficientes, de novas tecnologias e da valorização do setor produtivo.
A empresa desenvolve políticas voltadas especificamente para a preservação do meio ambiente. O objetivo é apoiar as áreas na definição de estratégias que visem a redução do impacto ambiental dos produtos e seus processos produtivos, bem como das operações dos fornecedores e clientes.
A divisão de aviação agrícola da Embraer realizou no mês de julho de 2024 a primeira venda do Ipanema 203 movido a etanol por meio do Programa Fundo Clima, na modalidade “Fundo Clima Automático”, que prevê apoio à aquisição de máquinas e equipamentos relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima e aos seus efeitos.
Quem representará a empresa nos debates é o diretor ESG da Embraer, André Tachard, que estará em Belém neste sábado (15). O primeiro painel com a presença do executivo está marcado para 12h30, na Zona Verde, com o tema “Do PROBIOQAV à Descarbonização do Setor Aéreo”. A mitigação das emissões também é tema central do painel “Múltiplas Soluções para a Descarbonização do Transporte”, que ocorre às 16h15, na Zona Azul.
A sinergia entre a pesquisa acadêmica e o setor produtivo será debatida no painel “Universidades Inovadoras – Conectando Universidades e Empresas para a Transformação Ecológica”, programado para as 15h, na Zona Azul. A Embraer vai compartilhar sua experiência no tema, desde sua fundação – vinculada a investimentos feitos em educação – até as parcerias atuais com centros de pesquisa.

















