Emirados Árabes abandonam dólar no mercado de óleo

Entrada dos Emirados no Brics+ mexe com mercado de óleo e acelera desdolarização da economia mundial

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planta de gnl ruwais, adnoc
Planta de GNL de Ruwais, emirados Árabes (foto reprodução Adnoc)

Em matéria reproduzida pelo MSN, o site Cryptopolitan fala em uma mudança sísmica no mercado de óleo à medida que os Emirados Árabes Unidos (EAU) se afastam do dólar nas suas negociações comerciais de petróleo.

Ainda é prematuro para falar quando essa transição alcançará volume. Mas o abandono do dólar nas transações no mercado de óleo vem aumentando. Em setembro, o Yahoo! Finance publicou matéria do site MoneyWise em que revelou que a principal refinaria de petróleo indiana, a Indian Oil Corp., utilizou a rupia (moeda da Índia) para comprar 1 milhão de barris de petróleo à Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (o maior dos Emirados Árabes) – no lugar do dólar.

A entrada dos EAU no Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), assim como da Arábia Saudita e outros 4 países a partir de janeiro de 2024, formando o que vem sendo chamado de Brics+, representa uma mudança tectônica no mercado de óleo e uma avenida aberta para a desdolarização.

Como esta coluna informou em agosto, o Brics passa a ter 3 dos 10 países com maiores reservas de óleo do mundo: Arábia Saudita (2º), Irã (3º) e Rússia (7º). A China é a 12ª, e o Brasil, o 14º. Esses 5 países detêm quase 1/3 das reservas mundiais.

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Além do mercado de óleo, o Brics+ mexe com outros minerais estratégicos. É o caso do lítio, essencial para baterias, inclusive de veículos elétricos. A entrada da Argentina, ao lado da China e do Brasil, posicionará os Brics com 3 dos 5 maiores produtores de lítio do mundo.

De acordo com o Cryptopolitan, relatórios indicam que os EAU estão de olho em potenciais acordos no mercado de óleo e gás com 15 países, incluindo China, Rússia e Egito, todos membros do Brics e defensores da desdolarização.

Renda dos advogados

Levantamento feito pelo Conselho Federal da OAB em parceria com a FGV mostra que mais da metade dos advogados têm uma renda inferior a 5 salários mínimos mensais, enquanto 1/3 recebe menos que dois. Apenas 4,68% dos advogados recebem mais de 20 salários mínimos, que é o piso da magistratura e do Ministério Público.

Rápidas

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