Emissões de valores mobiliários atingem R$ 287.8 bi no semestre

No primeiro semestre de 2021 foram emitidos R$ 287.8 bilhões em valores mobiliários, dos quais R$ 176.9 bilhões no segundo trimestre. Quando comparado ao mesmo período de 2020, houve crescimento tanto na quantidade de ofertas (35%) quanto no valor ofertado (62%). Os dados, apresentados de forma consolidada são referentes ao período até 30/6/2021 e foram divulgados nesta quinta-feira a Comissão de Valores Mobiliários.

O Boletim Econômico da CVM aborda os principais dados do mercado de valores mobiliários. O documento, que será divulgado trimestralmente, substituiu os boletins de risco e de mercado até então produzidos pela autarquia, e que foram divulgados mensalmente até a data-base março/21.

“Consolidação dos documentos e as mudanças realizadas visaram atender algumas sugestões apresentadas em pesquisa realizada em 2019 pela CVM sobre a qualidade dos dados quantitativos disponibilizados pela Autarquia”,destacou Bruno Luna, Chefe da Assessoria de Análise Econômica e Gestão de Riscos (ASA) da CVM.

“O material passou por aperfeiçoamentos técnicos e uma filtragem de conteúdo, mas ainda focando em trazer dados relevantes, explorando a evolução do mercado e atento aos riscos. Esse é um importante instrumento para avaliar as informações que afetam o mercado regulado pela CVM. As principais mudanças que podemos destacar são recortes mais detalhados para dados de ofertas públicas e o foco na publicação dos indicadores mais relevantes às análises internas. O documento será publicado também em inglês”, informou Rafael Hotz, chefe do Centro de Desenvolvimento em Ciência de Dados (CCD) da ASA/CVM, que conduziu o trabalho de aperfeiçoamento.

A primeira edição do Boletim Econômico revela que a estimativa do total do mercado regulado pela CVM subiu 15% em relação ao mesmo semestre do ano anterior, chegando a R$ 33,7 trilhões.

Já o conjunto de regulados aumentou em 7.7% desde o início do ano, somando 66.529 participantes, puxado majoritariamente pelo aumento no número de agentes autônomos de investimento (15%) e fundos de investimento (9.9%).

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