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domingo, janeiro 17, 2021

Empacado

As obras de urbanização e saneamento incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em bairros de São Gonçalo, o segundo maior município do Rio de Janeiro, estão paralisadas, com canteiros abandonados ou destruídos. Quem disse isso não foi ninguém do DEM ou do PSDB, mas o presidente da comissão da Assembléia Legislativa do Rio criada para acompanhar as obras do PAC, deputado Rodrigo Neves, que é do PT de Lula e de Dilma.
Enquanto em 25 cidades visitadas as obras do PAC estão em andamento, os recursos federais destinados a São Gonçalo – aproximadamente R$ 115 milhões – foram bloqueados porque a licitação teria sido conduzida pela prefeitura de forma equivocada.

Ainda não é a crise
O comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro registrou queda de 1,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2008, inferior à redução em janeiro (de 2,3%). “Ainda não deu para debitar na conta da turbulência da economia as quedas nas vendas do comércio nos dois meses. Normalmente janeiro é um mês fraco em termos de vendas. É o início das férias, quando muita gente viaja, e imprensado entre o Natal e o Carnaval. E fevereiro não é um mês de grandes vendas. É o mês mais curto do ano, com apenas 28 dias, sem contar o Carnaval”, justifica Aldo Gonçalves, presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio). No acumulado do ano, a queda das vendas foi de 1,9%.
Tecidos (+14,2%) e confecções e moda infantil (+0,6%) foram os destaques positivos. Jóias (-10,6%), eletrodomésticos (-2,3%) e óticas (-2,8%) comandaram a queda. A venda à vista, com mais 0,4%, foi a forma de pagamento preferida pelos consumidores.

Sem praia
A crise bateu com mais força na Zona Norte do que na Sul. No Ramo Mole (tecidos etc.), as lojas da região mais rica da cidade venderam mais 2,5%; nas da Zona Norte, houve quase estabilidade (mais 0,1%). No Ramo Duro, as lojas da Zona Sul faturaram mais 4,2%; as da Zona Norte amargaram queda de 2,7%.
Os piores resultados foram no Centro, com quedas de 3,4% e 16,7%, respectivamente – o que pode ser em parte explicado pelas férias e Carnaval, quando a região fica mais vazia.

Inadimplência
A pesquisa mostra também que o Serviço de Proteção ao Crédito do CDL-Rio registrou em fevereiro um aumento de 2,0% nas dívidas quitadas, 3,9% na inadimplência e menos 3,8% nas consultas em relação ao mesmo mês de 2008. No acumulado dos dois primeiros meses do ano (janeiro/fevereiro) em comparação com o ano passado, a inadimplência e as dívidas quitadas subiram, respectivamente, 3,2% e 1,3%, e as consultas diminuíram 2,3%.

Mapa
O documento obrigatório de todo carro (CRLV) não vai mais trazer o endereço do proprietário. No Rio, a novidade entrou em vigor na última terça-feira. A modificação foi determinada pelo Contran, e a segurança é o principal motivo. O presidente do Detran-RJ, Fernando Avelino, explica que a exclusão evita a exposição de dados pessoais do condutor.

Provocação
Afinal , o que deseja a Polícia Federal? Depois de investigar banqueiros, agora, quer prender empreiteiros? Será que querem provocar um piripapo no…

Memória
A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) fará homenagem, dia 1 próximo, ao deputado Lysâneas Maciel, falecido em 1999. O deputado Paulo Ramos (PDT), autor da proposta, afirma que serão distribuídos exemplares do livro Lysâneas Maciel, editado pela Câmara Federal.

A cor da elite
A declaração do presidente Lula de que a crise é de responsabilidade de “gente branca e de olhos azuis” tem imprecisões da mesma linhagem que informam a política de cotas que pretende implantar no Brasil. Por essa ótica, na África, não teria havido banqueiros negros, como, na época colonial, seriam apagados da História os comerciantes de escravos da mesma pigmentação de pele.
Apesar da confusão conceitual entre classe e etnia, Lula acertou na essência: a crise tem origem entre os países ricos, mas, precisamente, no eixo anglo-saxão, no qual predominam, de fato, embora não exclusivamente e sem que isso seja fator determinante, pessoas de olhos claros e olhos azuis.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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