Empréstimos alavancados elevam ameaça de crise financeira

Dívida global é 12% maior do que em 2009. Débito privado é o que mais preocupa.

O alto nível da dívida privada pode ser o gatilho para uma nova crise financeira global. “Estamos especialmente preocupados com o alto nível de dívidas corporativas em muitos lugares e com a dívida de alto rendimento, em particular”, explica Marie Owens Thomsen, economista-chefe do grupo Indosuez Wealth Management.

Há um certo tom ideológico neste tipo de análise. Acontece que a China gerou cerca de três quartos do aumento da dívida privada, vendo sua participação aumentar de 3%, no início do milênio, para atuais 16%. Criticar o débito privado é uma das formas de se contrapor ao sucesso chinês das três últimas décadas.

Limada a questão ideológica, o que se vê são dados robustos que mostram a ameaça à economia mundial, como o MONITOR MERCANTIL mostrou no ano passado, com base em pesquisas do Fundo Monetário Internacional.

O FMI afirmou que a dívida global chegou a 225% do PIB mundial, confirmando que os esforços para limitar esse crescimento falharam. São US$ 164 trilhões, um aumento de 12%, se comparado ao pico de 2009. Os Estados Unidos são o emissor de um terço da dívida soberana global, seguidos do Japão, com aproximadamente 20%.

Estamos preocupados com a alavancagem do mercado de empréstimos que tem crescido rapidamente, especialmente nos Estados Unidos. Se esse mercado falhar, pelo aumento da regulação ou outro motivo, forçaria as empresas a procurarem investimentos de alto rendimento, consequentemente piorando a média do crédito nesse mercado. Portanto, estamos de olho nos desenvolvimentos no mercado de empréstimos alavancados e o vemos como a fonte potencial da próxima crise”, acrescenta Marie Thomsen.

O Brasil acumula uma dívida pública bruta de R$ 5 trilhões e corporativa de R$ 3,6 trilhões.

 

Corte nos gastos

A equipe de buscas privada, contratada pela família do jogador de futebol argentino Emiliano Sala, encontrou em poucas horas os destroços do avião que caiu no Canal da Mancha em 21 de janeiro. Uma rapidez que deveria fazer o governo britânico vir a público pedir desculpas. As equipes oficias chegaram a desistir da busca no dia 26, após procurarem a aeronave em vão.

 

Trump Hotel

Quem quiser conhecer um pouco melhor Paulo Figueiredo Filho, foragido e na lista da Interpol, neto do último general da ditadura, João Baptista de Figueiredo, pode olhar o programa Cigar Bar, no YouTube, em que ele dividia a mesa com Rodrigo Constantino.

 

Rápidas

O Carioca Shopping iniciou a temporada 2019 do projeto de incentivo à leitura Dedique um Livro. O cliente pode ler ou levar a publicação para casa. Quem levar deve deixar um outro no local com uma dedicatória inspiradora para o próximo leitor *** O Clubinho no Picadeiro continua em fevereiro no Carioca Shopping, aos sábados e domingos, das 14h às 20h *** Nesta sexta-feira, a OAB/RJ realiza o evento “Desafios tributários de 2019”. As palestras começam às 9h, na avenida Marechal Câmara, 150, 4º andar. Mais informações: (21) 2730-6525.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Moeda chinesa na mira dos bancos centrais

Participação como reserva internacional ainda é baixa… por enquanto.

Bolsonaro comanda pior resposta à pandemia da AL

Para formadores de opinião, Brasil foi pior até que a estigmatizada Venezuela.

Cem anos de Celso Furtado

A atualidade de um dos mais importantes intelectuais do planeta.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Consumo nos setores de turismo e diversão cresce em junho no Rio

O consumo das classes C e D no Brasil recuou 5% em junho, depois de ter subido 8% em maio, de acordo com a...

População de países emergentes fica ainda mais pobre

Perda de renda foi 2x maior que nas nações ricas.

Pagamento indevidos: TCU encontra 11% de inconsistências no INSS

‘Falhas afetam a confiabilidade do banco de dados’ de benefícios previdenciários.

Investimentos de brasileiros em paraíso fiscal ultrapassam US$ 558 bi

Os ativos foram realizados principalmente em paraísos fiscais.

Moeda chinesa na mira dos bancos centrais

Participação como reserva internacional ainda é baixa… por enquanto.