Emprego em Serviços de TI cresceu mais de 120% em 10 anos

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Computador, mão feminina (Foto: Carl Dwyer/Sxc.Hu)
Computador, mão feminina (Foto: Carl Dwyer/Sxc.Hu)

Levantamento da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Estado do Paraná (Assespro-PR) apontou que o comportamento desse mercado no estado e no Brasil no período entre 2011 e 2021, servindo-se de dados apresentados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério da Economia. Para a análise, levaram-se em consideração o número de empregos e estabelecimentos ativos e a quantidade gerada de vagas com base no tamanho do estabelecimento.

Em 2021, o número de vínculos ativos em serviços de TI no Brasil foi de 632 mil empregos, com São Paulo liderando o ranking na geração de emprego por estado, concentrando 42%, seguido de Minas Gerais (9%), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com 7%, e Santa Catarina, com 6%.  Em relação ao número de empresas por estado, novamente São Paulo concentrou a mesma proporção da quantidade de empregos (42%), com 117 mil estabelecimentos, bem como Minas Gerais (9%), com 26. O Paraná, porém, saltou para terceiro lugar, com cerca de 23 mil estabelecimentos, 8% do total nacional, o que indica que no estado existe uma tendência de empreendedorismo por parte de pessoas ligadas a TI, com empreendimentos de menor porte, porém mais pessoas apostando em abrir suas empresas.

Tanto no Paraná quanto no Brasil, as taxas de crescimento do emprego no ramo de Serviços em TI (119% e 76%, respectivamente) foram entre nove e 10 vezes maiores que as registradas para o total da economia (13% e 7%, respectivamente) na década, com o Paraná apresentando 43 p.p. superior à média nacional. Entre os segmentos que mais se destacaram estão Desenvolvimento de Programas de Computador sob Encomenda e Suporte Técnico, Manutenção e Outros Serviços em Tecnologia da Informação, com 23% e 19% respectivamente. Já o segmento de Portais, Provedores de Conteúdo e Outros Serviços de Informação na Internet registrou o maior crescimento de emprego entre 2020-2021, com uma taxa de 29%.

Já pesquisa realizada no Brasil pela consultoria Hype 50 revelou que 39% dos brasileiros acima de 55 anos se sentem excluídos do mercado de trabalho. Um dado preocupante, já que segundo uma projeção feita pela Organização das Nações Unidas (ONU), o número de pessoas com mais de 60 anos no mundo deve atingir a marca de 1,4 bi em 2030.

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Mas o setor de tecnologia é um dos poucos que segue na contramão desta realidade. De acordo com o estudo Diagnóstico Comportamental dos Profissionais de TI, realizado pela IT Mídia – empresa pioneira e líder de mercado em pesquisas, premiações e eventos da área de tecnologia – 55% dos diretores de TI das grandes companhias têm mais de 50 anos. Esse perfil de profissional é também o mais procurado pelas empresas do setor, 63% dos trabalhadores que recebem mais abordagens ocasionais para novos postos de trabalho são 50+, contra 44% na faixa de 31 a 40 anos e 49% na faixa de 41 a 50 anos.

O estudo ainda revelou que o nível de satisfação e engajamento no trabalho aumenta de acordo com a senioridade do profissional. Ao passo que a maioria dos profissionais na faixa de 25 a 30 anos tem a intenção de mudar de trabalho (55%), 62% dos trabalhadores que possuem mais de 50 anos revelaram ter a intenção de se manter no emprego atual.

De acordo com o levantamento, os jovens com menos de 25 anos têm como principais elementos motivadores: salário (31%) e reconhecimento profissional (46%), e apenas 23% preferem ter grandes responsabilidades. Em nível sênior, os profissionais se sentem motivados pela responsabilidade (32%), embora a necessidade de reconhecimento também impere entre eles (35%).

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