Empregos previstos para o setor de serviços recuaram

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Carteira de trabalho (Foto: ABr/arquivo)
Carteira de trabalho (Foto: ABr/arquivo)

Calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp) recuou 0,8 ponto na passagem de junho para julho e chegou a 81,1 pontos. Essa foi a primeira queda depois de três meses consecutivos de alta. O indicador busca antecipar tendências do mercado de trabalho para os próximos meses, com base em entrevistas com consumidores e empresários da indústria e dos serviços.

Quatro dos sete componentes do Iaemp recuaram, em especial, a situação atual dos negócios da indústria e o emprego previsto no setor de serviços. Entre os componentes que subiram, o destaque ficou com o emprego previsto na indústria.

A adoção de uma jornada de trabalho com apenas quatro dias na semana tem sido noticiada como uma novidade em diversas empresas pelo mundo e se tornado uma tendência na Espanha, França, Bélgica, Emirados Árabes Unidos e Islândia. No Brasil, o tema pode enfrentar resistência, mas a legislação já permite a possibilidade de implementação de uma jornada de quatro dias.

“O que ocorre nesses casos é que as horas trabalhadas diariamente acabam superando as 8 horas diárias, mantendo, portanto, as jornadas regulares de 40 ou 44 horas semanais”, afirma Gisela Freire, sócia do Cescon Barrieu Advogados na área trabalhista. Nesse caso deve haver atenção à CLT que limita a prorrogação de jornada diária (seja pela inclusão de até duas horas diárias, seja pela adoção de jornadas especiais, como a 12×36), mediante acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho.

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A jornada de quatro dias pode ser implementada com a manutenção ou redução proporcional da remuneração do empregado, mas há implicações para o caso de alterações futuras.

“Todas essas questões podem ser tratadas através de negociações coletivas, inclusive a questão de retomada da jornada regular, se for o caso. A negociação coletiva também mitigaria discussões sobre alterações lesivas ao contrato de trabalho”, destaca ela.

A advogada explica que, em tese, não há flexibilização de outros direitos trabalhistas que seriam mantidos regularmente. Segundo ela, se necessário, a negociação coletiva também pode tratar sobre flexibilizações nesse sentido.

 

Com informações da Agência Brasil

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