Empresas do DF são as piores pagadoras

Melhor índice de pontualidade nos pagamentos, está Pernambuco, com 97%.

Conjuntura / 00:27 - 17 de set de 2020

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As empresas do Distrito Federal tiveram o pior índice de liquidez do país. Apenas 41% dos empresários conseguiram manter suas contas em dia no mês de agosto, ficando em segundo lugar Rondônia, com 47% de adimplência. Na sequência aparece Mato Grosso, com 55%. Segundo estudo realizado pela plataforma Vadu na outra ponta da tabela, com melhor índice de pontualidade nos pagamentos, está Pernambuco, com 97%. O Rio Grande do Norte, com 96%, vem na segunda posição, enquanto o Amazonas vem em terceiro, com 95% de adimplência.

Embora a tabela aponte para dados dos últimos dias do mês, o total geral representa todo o mês de agosto. O levantamento também incluiu dados por segmento e apontou que os empresários ligados ao agropecuário e a pesca foram os mais mantiveram suas contas em dia no mês de agosto. De acordo com o levantamento, 95% do setor não teve atrasos nos pagamentos. Apesar de ainda sofrer bastante com medidas como restrições ao horário de funcionamento e quantidade de clientes nas lojas, impostas em algumas regiões do país, o comércio também se destacou, com um índice de adimplência de 82%.

 

Melhora no RJ

 

No Rio de Janeiro, o retorno gradual da economia começa a sinalizar uma melhora no ambiente de negócios. É o que mostra a sondagem do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, com 517 empresários fluminenses, que teve como objetivo acompanhar a situação presente e as expectativas para os próximos três meses, nos segmentos do comércio de bens, serviços e turismo, além dos indicadores de endividamento e inadimplência. Para 38,1% (155 mil) dos empresários do estado do Rio é aguardado um aumento na demanda, outros 39,7% acreditam que o consumo se estabilizará e 22,2% ainda esperam alguma diminuição no consumo.

Quando o mesmo grupo de entrevistados foi perguntado sobre a demanda dos últimos três meses, 17% informou que melhorou, 13,9% se estabilizou e 69,1% disseram ter diminuído ou diminuído muito.

Ainda considerando os três meses passados, a pesquisa do IFec-RJ indagou os empresários sobre como está a situação do seu negócio. Cerca de 18,6% disseram ter melhorado de alguma maneira, para 15,9% ficou igual e para 65,6% piorou ou piorou muito. Dentro do período dos meses anteriores, a sondagem também perguntou como se comportou o número de empregados de suas empresas. Para 6% dos entrevistados aumentou, outros 37,5% informaram que estabilizou e 56,5% disseram ter diminuído de alguma forma.

O levantamento também procurou entender a expectativa com relação ao número de empregados para os próximos três meses. A maioria dos empresários (56,9%) informou que espera uma estabilidade, ou seja, manter o número atual de funcionários. Para 16,6% deve aumentar de alguma maneira. Outros 26,5% ainda acreditam que ocorrerá alguma diminuição.

Muitos empresários ainda enfrentam dificuldade para obter crédito junto às instituições financeiras, ocasionando em alguma dificuldade nos negócios. Considerando o endividamento, a pesquisa do IFec-RJ perguntou como os entrevistados consideram que sua empresa ficou nos últimos três meses: endividadas (26,5%), muito endividadas (23,2%), pouco endividadas (21,9%) e não ficaram endividadas (28,4%). Apesar de a pesquisa mostrar que 41% dos empresários não terem ficado inadimplentes, 25,3% informaram estar inadimplentes, 13% muito inadimplentes e 20,7% pouco inadimplentes.

 


 

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