Empresas ‘humanizadas’, de capital aberto, têm rentabilidade superior

Atualmente, as 10 organizações mais valiosas do mundo possuem modelos de negócio baseados em plataformas de serviços –, o diferencial competitivo passa a estar não nos recursos físicos, mas em questões intangíveis das organizações: capital humano, social, intelectual e cultural. Essa é uma das conclusões, amparadas em ciência de dados, da pesquisa Empresas Humanizadas Brasil, conduzida pela startup Humanizadas. O objetivo da pesquisa, que foi iniciada em 2017, foi de revelar a existência de empresas mais éticas, humanas, conscientes, sustentáveis e inovadoras.

No século passado, as organizações eram gerenciadas e lideradas sob a visão de produtividade, tratando as pessoas como meros recursos humanos, ou seja, o objetivo era extrair o máximo possível dos profissionais não importando as consequências”, destaca a pesquisa. Hoje, esse modelo é de totalmente obsoleto. Existe uma mudança de paradigma em curso no mundo dos negócios, sobretudo, na Europa, nos Estados Unidos, na Austrália, no Brasil e na América Latina.

No Brasil, a pesquisa é liderada por Pedro Paro, CEO e fundador da Humanizadas e pesquisador de doutorado do Grupo de Gestão de Mudanças da Universidade de São Paulo, sob mentoria do professor Raj Sisodia (Babson College) e orientação do professor Mateus Gerolamo (EESC/USP). Tem parceria do Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB).

Foram realizadas 36.868 entrevistas e analisadas 226 organizações (empresas de diferentes portes, desde microempresas (menos de 19 colaboradores) até grandes organizações (mais de mil colaboradores).

A pesquisa identificou que analisando todas as empresas listadas na bolsa de valores do país (B3), durante o período de dezembro de 1998 até dezembro de 2020, foi identificado que as Empresas Humanizadas Brasil – que operam sob um nível de maturidade de liderança e gestão mais evoluído – tendem a ter performances superiores à média da carteira da B3 (5,5 vezes superior) e ao ISE B3 – Índice de Sustentabilidade Empresarial – (1,5 vez superior). “A conclusão é que Ratings de Consciência superiores significam maior valor gerado para os diferentes stakeholders de uma empresa”.

Mas, será que eles também representam melhor performance financeira? Para responder a essa pergunta, foi feita uma análise comparativa das grandes empresas com os melhores ratings na pesquisa versus toda a carteira da bolsa de valores (B3) e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3). Foi considerada a rentabilidade financeira, por meio do indicador de ROE, durante o período de dezembro de 1988 até dezembro de 2020. Em todos esses períodos, mesmo passando por crises políticas, econômicas, sociais e ambientais, até mesmo enfrentando uma pandemia, podemos notar que empresas humanizadas tendem a ter melhor performance financeira, no caso, 5,5 vezes superior à carteira da B3, e 1,5 vez superior à carteira do ISE B3”, afirma Paro, responsável pelo estudo.

Performance financeira

Segundo os realizadores, o recorte da pesquisa – focado na análise de desempenho financeiro das empresas– comprova a tese que a qualidade das relações que as empresas desenvolvem e mantêm com os seus múltiplos interlocutores têm influência direta na performance financeira, governança, social e ambiental dessas organizações. Com base na ciência de dados, a startup Humanizadas criou uma metodologia inédita que identifica o grau de evolução das companhias no tocante à qualidade das relações que as empresas desenvolvem e mantêm com seus múltiplos interlocutores.

Na prática, o índice desenvolvido mede o Rating de Consciência – que está diretamente relacionado à maior percepção de impacto das empresas nos ecossistemas nos quais atuam, envolvendo a capacidade de nutrir relacionamentos de excelência, gerar valor e impacto duradouros.

De acordo com a ONG Transparency International, o Brasil permanece estagnado no indicador de corrupção mais importante do mundo, ocupando a 94ª posição no ranking de transparência. Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estima que o custo médio anual da corrupção no Brasil está entre 1,38% a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) total do país.

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