Empréstimos a taxas fixas ameaçam ganhos dos bancos, diz Fitch

Juros em alta pressionam diferença entre captação e financiamento.

As altas taxas de juros e a elevada inflação devem pressionar os spreads e os lucros dos bancos brasileiros, mas esses desafios devem ser administráveis, dados os níveis de capital e liquidez do sistema bancário, os prudentes padrões de subscrição e as elevadas provisões já constituídas. A afirmação está em relatório publicado nesta sexta-feira pela Fitch Ratings.

Em função das hipotecas e de outros empréstimos de longo prazo, os bancos brasileiros apresentam um descasamento estrutural natural de longo prazo entre ativos e passivos, fazendo com que os custos de financiamento sejam reprecificados mais rapidamente do que os rendimentos recebidos pelos ativos de longo prazo.

A incompatibilidade de ativos e passivos é mais evidente em tempos de aumento de juros, já que os custos de captação geralmente são indexados a taxas variáveis, ao contrário dos empréstimos, nos quais as taxas são fixas. A Fitch estima que 87% dos US$ 800 bilhões em empréstimos do sistema bancário têm taxa fixa, com os 13% restantes, flutuantes.

O endividamento das famílias no Brasil era de 59,9% em junho, o maior desde que o Banco Central começou a monitorar o indicador em 2005, com pagamentos de empréstimos residenciais consumindo 37,1% da renda disponível. “No entanto, as tendências gerais de qualidade de crédito em empréstimos de varejo (que representam quase 60% do crédito total do sistema), devem permanecer administráveis, dados os padrões conservadores de subscrição dos bancos”, prevê a Fitch.

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