Endesa compra da Elettrogen

Acredite se Puder / 16:50 - 20 de set de 2001

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O consórcio liderado pela elétrica espanhola Endesa concretizou a compra da geradora italiana Elettrogen, do Grupo Enel, com o desembolso de 2,63 bilhões de euros, após obter luz verde para a operação por parte da Comissão Européia. A operou envolveu 2,63 bilhões de euros, mas este valor será acrescido de 1 bilhão de euros, que corresponde ao endividamento que os espanhóis terão que pagar. A Endesa participou da concorrência internacional com 45% de um consórcio da qual também fazem parte o Banco Santander Central Hispano (BSCH), com 40%, e a empresa de serviços municipais ASM Brescia (norte da Italia), com os 15% restantes. Após o acerto foi constituído um novo conselho de administração da Elettrogen, que designou como presidente Rodolfo Martín Villa e conselheiro diretor geral a Jesús Olmos Clavijo, respectivamente presidente e subdiretor para Europa da Endesa. O conselho será integrado por quatro representantes da Endesa, três do Santander, um da ASM Brescia e um independente. A venda da Elettrogen ao grupo espanhol aconteceu no dia 23 de julho, após um leilão com diversos competidores internacionais, seguido de um primeiro pagamento de 5% do preço alcançado. A Elettrogen, que possui centrais elétricas com uma capacidade de 5.438 megawatts, é a maior das três empresas que o Grupo Enel pôs a venda em um processo de desinvestimento, segundo as medidas aprovadas pelo governo italiano em 1999 e que prosseguirá em datas próximas com a privatização da Eurogen e Interpower. A geradora é responsável por 10% da capacidade de produção da Enel, o que representa mais de 7% do total na Itália, e conta com 1.400 empregados. A operação permitirá a Endesa cumprir seus objetivos de expansão na Europa, dentro de seu Plano Estratégico 2001-2005. Paralelamente, a Endesa acertou a venda na semana passada a geradora Nueva Viesgo, com 2.365 Mw, à Enel. CE autoriza compra A Comissão Européia autorizou a aquisição do controle dos grupos Olivetti e Telecom Italia pela Pirelli e Edizione Holding, depois que as duas companhias aceitaram tomar medidas para eliminar problemas regulatórios que impediam a conclusão da operação. Para eliminar os problemas regulatórios, a Edizione comprometeu-se a vender suas participações diretas e indiretas de capital na BIU, uma das quatro operadoras de telefonia móvel de segunda geração na Itália. Além disso, transferirá o controle exclusivo da Autostrade Telecomunicación para uma ou mais partes. KLM fará novas reduções de custos A KLM Royal Dutch Airlines poderá reduzir ainda mais seus custos devido aos prejuízos financeiros. No início da semana, a companhia avisou que teria prejuízo operacional neste ano e que cortaria em 5% a sua capacidade de vôo. Alitalia demitirá um sexto do pessoal A Alitalia planeja cortar um sexto de seu efetivo. A companhia italiana perdeu entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões nos três dias posteriores aos atentados, quando seus aviões ficaram em solo nos Estados Unidos. Segundo Fausto Ceretti, presidente da empresa, o custo total será ainda mais elevado e fator-chave é a extensão da crise, pois se durar menos de seis meses, serão adotadas medidas temporárias para tentar evitar a demissão de pessoal. American Air e TWA param com serviço de refeição A American Airlines, controlada pela AMR Corp., e a TWA, para reduzir custos, a partir de 1º de novembro, em todos os vôos domésticos, não servirão refeições na classe econômica na maioria dos vôos domésticos e na primeira classe nas viagens com menos de duas horas de duração. As medidas incluem vôos para o Canadá, México, Havaí, Caribe e serviços de segunda classe para a América do Sul e América Central. A American continuará a servir refeições em todas as classes nos vôos domésticos e internacionais para a Europa e Ásia. Todos os vôos continuarão a servir bebidas.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor