Endividamento e inadimplência bateram recorde no fim do ano

Segundo a CNC, 25,5% dos pesquisados declararam ter contas em atraso e 11% declararam sem condição de quitar débitos.

A crise causada pela pandemia de Covid-19 fez com que a população brasileira chegasse ao fim de 2020 com maior patamar de endividamento em 10 anos segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), que apontou que 66,5% das famílias se declararam endividadas.

Os indicadores de inadimplência também são preocupantes sendo que 25,5% dos pesquisados declararam ter contas em atraso e 11% declararam sem condição de quitar débitos. A pesquisa foi realizada pela Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

“Sempre costumo dizer que ter dívidas não é um problema e muitos me questionam, mas a verdade é que o maior problema é não conseguir arcar com esse compromisso, que é justamente o que acontece atualmente com milhões de brasileiros. É preciso mudar o comportamento em relação ao uso do dinheiro para construir uma vida mais sustentável financeiramente, tratar o problema na raiz, evitando assim entrar num ciclo de endividamento”, orienta Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista.

Outro levantamento, realizado pela fintech Simplic, mostrou que quase 30% dos pedidos virtuais de empréstimo em 2020 foram para pagar contas, como energia elétrica e água – sendo o maior motivo para solicitação de empréstimos durante o ano. Já o pagamento de dívidas, como cartão de crédito, financiamentos e até outros empréstimos, representaram 22% do total de pedidos. O levantamento também aponta que 14% dos pedidos de empréstimo em 2020 foram para abrir um novo negócio, 8% para reformar a casa ou pagar uma mudança, 7% para pagamento de tratamentos médicos e 4% para comprar ou consertar veículo/carro.

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