Energia elétrica revoga lei de mercado

Aumento de oferta fará com que consumidores paguem contas de energia elétrica maiores.

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Conta de luz, energia elétrica
Conta de energia elétrica (Foto: Marcello Casal Jr./ ABr)

Em artigo num jornal do Rio, Edvaldo Santana, que foi diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), destaca que, em 2027, a energia gerada por fontes renováveis variáveis (FRVs), especialmente usinas eólicas e solares, atingirá mais de 100 GW. Isso praticamente equivale ao consumo máximo previsto para aquele ano: 108 GW.

O total de geração (além das FRVs, hidráulica, térmica etc.) será de 281 GW. Quase 3x o consumo máximo. Isso significará uma grande redução na tarifa de energia elétrica? Não. Por conta da intricada regulação do setor, o consumidor bancará usinas que não gerarem energia e pagará mais caro, alerta Santana.

Teremos assim a revogação de uma lei: a lei de mercado, em nome da qual privatizações foram feitas e regras modificadas no setor de energia elétrica. Assunto abordado na nota “Por que novo aumento da tarifa de energia acima da inflação?”, publicada aqui no início do mês passado.

Mais interessante do que o consumidor pagar mais caro, quando teremos energia sobrando, é saber que as distribuidoras não estão nadando em dinheiro, como revela estudo publicado pelo Ipea. Mas isso é assunto para a coluna de amanhã.

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Futuro do armazenamento de energia: perspectivas Aneel até 2027 | Monitor Mercantil

Chicote no lugar de livros

Cidade com maior população do Texas e 4ª em número de habitantes nos Estados Unidos, Houston está eliminando as bibliotecas de 28 escolas, substituídas por salas de detenção e punição, reporta o News Nation. O superintendente do Distrito Escolar Independente de Houston, Mike Miles, está implantando o “Novo Sistema Educacional”. Segundo Miles, as escolas “nas áreas da classe trabalhadora precisam mais de bons professores do que de bibliotecários”. Bons punidores, pelo visto.

Chevrolet na caça

A Chevrolet lançou a campanha CCC – Concorra a um Carro Chevrolet. Poderia ter escolhido uma sigla que não lembrasse os anos de chumbo.

BBB: princípios, para quê?

Começou o BBB. Todo ano, nesta época, Sergio Barreto Motta, que foi titular de coluna na página 3 do Monitor Mercantil por mais de 1 década e meia, lembrava: o artigo 221 da Constituição determina: “A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; II – promoção da cultura nacional (…); IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.”

A Globo, com o BBB, está longe de cumprir o que determina a Constituição. Mas a audiência traz anunciantes que não se incomodam com as ideias e práticas traduzidas no programa, ainda que contrariem os princípios ESG que tanto as empresas se empenham em vender.

Rápidas

Monique Lafond retorna nesta quarta-feira com a Oficina de Teatro, junto com Rogerio Garcia, no Cine Teatro Joia (Av. Copacabana, 680, subsolo, metrô Siqueira Campos) *** O Américas Shopping oferece uma série de atrações gratuitas para crianças nas férias de janeiro, às sextas e sábados, das 14h às 17h30 *** A Revista Justiça & Cidadania de janeiro traz o discurso do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, recém-empossado no cargo para um mandato de dois anos.

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