Equilibristas

“Se a economia se equilibra naturalmente pelas forças do mercado, para que servem os economistas?” A indagação é do professor Rubens Sawaya, economista da PUC-SP, durante encontro dos economistas do Sudeste, promovido pelo Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro (Corecon-RJ) em comemoração aos 60 anos da regulamentação da profissão da categoria. Para Sawaya, a economia atinge o equilíbrio através do planejamento.

Babalorixás
Também presente ao encontro, a economista Leda Paulani, professora da USP, lembrou que, em 2008, às vésperas da crise global, a previsão do FMI para o PIB mundial de 2009 era de crescimento de 3%. O ano fechou, porém, com recessão de 2,5%: “Os modelos da visão “consensual” não oferecem nenhuma forma de lidar com as crises sistêmicas”, criticou.

Não rasga dinheiro
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua desempenhando um papel chave no desenvolvimento econômico do Brasil. Não, não, a categórica afirmação não é de integrante do governo ou de algum economista progressista. Está numa análise feita pela agência de classificação de risco Fitch.
“Em geral, vemos a presença do BNDES na estrutura de capital como um fator positivo para o crédito”, afirma Jay Djemal, diretor da Fitch e principal autor do relatório. “Desde 2005, empresas que contam com o banco em sua estrutura de capital têm obtido bom desempenho creditício. Apenas 8% das companhias que receberam empréstimos da instituição foram rebaixadas.” Segundo a Fitch, o banco concedeu empréstimos a 47 das 82 companhias com rating atribuído pela agência no Brasil.

Bandeirada
Projeto de lei da Câmara dos Deputados que regulamenta a profissão de taxista foi aprovado esta semana pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O texto vai para a análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), sem a necessidade de ser votado no plenário da Casa. Jornalistas continuam pertencendo a uma categoria sem regulamentação.

Incendiário
Espera-se que, desta vez, os articuladores do Planalto designados para acompanhar o caso e os demais defensores dos estados produtores de petróleo consigam evitar que o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), repita a performance que teve no movimento dos bombeiros.

Quem paga a conta?
A edição 2011 do The Future Report Tech mostra que os membros mais velhos da “Geração D” tinham quatro anos de idade quando o Napster foi lançado. Desde então, a geração digital é alimentada por uma tecnologia que é associada a serviços gratuitos. Fazem chamadas pelo Skype, baixam músicas, aplicativos e arquivos sem pagar por isso. Paulo Al-Assal, diretor-geral da Voltage, acredita que há um mercado de tecnologia disposto a pagar pelo que consome. “O relatório mostra que o mercado global de jogos deve faturar US$ 44 bilhões em 2011. Os nativos digitais, embora acostumados com a gratuidade de itens, estão dispostos a pagar por aplicativos para dispositivos móveis. Na Malásia há um exemplo de cartão de crédito pré-pago ligado ao Facebook”, detalha o executivo brasileiro.

E as maiorias?
O fantasma da impunidade explicitada em casos emblemáticos, como os de Edmundo – que vaga desde 1995 – e Pimenta Neves – ocorrido em 2000 – que rondam o Judiciário é sintomático. Sintoma de que há um problema de hierarquização de prioridades na agenda de um Supremo Tribunal Federal (STF) em que predominam os debates sobre relações homossexuais e liberação da Marcha da Maconha.

Dúvida
Será que os tribunais superiores vão dar à Operação Desfalque – que levou à prisão o ex-líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha Júnior – o mesmo tratamento que receberam as operações Satiagraha e Castelo de Areia?

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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