Equipe econômica confessa fracasso da política neoliberal

O Brasil voltará à recessão no segundo semestre do ano que vem, apesar de ainda conseguir fechar 2020 com leve crescimento (de 0,3%). Nos anos seguintes, queda de 0,5% (em 2021), de 1,1% (2022) e tombo de 1,8% (2023).

A previsão foi feita em tom de ameaça pela equipe econômica para pressionar pela aprovação do desmonte da Previdência. Mas mesmo em um cenário que considera a aprovação da reforma, o país continuaria crescendo abaixo da média mundial. O PIB aumentaria 2,9% ao ano em 2020 e 2021 e 3,3% nos dois anos seguintes.

O quadro é o oposto do prometido quando a radicalização das políticas ortodoxas começou com Joaquim Levy, em 2015 (culpem Dilma por isso) e se aprofundou com Henrique Meirelles. De lá para cá, queda de 3,5% (2015) e de 3,3% (2016) e modestíssima alta de 1,1% em 2017, percentual que deve ter se repetido em 2018.

A culpa, claro, é sempre dos outros: previdência, greve dos caminhoneiros, eleições… E o futuro, prometem repetidamente (alguém lembra do Malan, na década de 90, início dos anos 2000?), será brilhante, se forem feitos mais cortes e insistirmos na austeridade.

O que a equipe econômica divulgou é uma confissão do fracasso dessa política que já esgota o Brasil há quatro anos e, se não for mudada, terminará a destruição nos próximos cinco. A reforma da Previdência teria efeito inverso ao que juram os sábios do Ministério da Economia. Ao cortar a renda, especialmente em um momento de fraco crescimento, desestimula o consumo. Sem consumo, as empresas vão investir para vender para quem?

De concreto, o que se tem é que o país caminha para nova recessão. E até aqui, quase dois meses de Governo Bolsonaro, não se ouviu uma vez a palavra “emprego”, nem “investimento”. O que se fez foi manter ou elevar os impostos, como a tabela do Imposto de Renda das pessoas. Mais um tiro no consumo.

 

À distância

O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), solicitou abertura de fiscalização para averiguar a compatibilidade de atribuições e eventuais abusos no teletrabalho de defensores públicos residentes no exterior. Para o ministro, é questionável que esses profissionais consigam representar e assistir juridicamente a população menos favorecida a partir de outros países.

 

Sol nascente

Os investimentos em fontes renováveis de geração elétrica em 2018 totalizaram US$ 332,1 bilhões, revela a Bloomberg New Energy Finance. Houve queda de 8% sobre 2017, em boa parte provocada pela mudança na China, líder mundial em energia solar. O país asiático reduziu suas aplicações no setor em 24%.

Apesar disso, a energia solar fotovoltaica liderou os investimentos no mundo, com US$ 130,8 bilhões. A energia eólica ficou em segundo lugar, com US$ 128,6 bilhões, seguida pela biomassa, com U$ 6,3 bilhões, e biocombustível, com US$ 3 bilhões. Geotérmica (US$ 1,8 bilhão), hídricas de pequeno porte (US$1,7 bilhão) e marítima (US$ 180 milhões) vêm em seguida.

 

Procura

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número de sistemas fotovoltaicos conectados na rede elétrica instalados em São Paulo passou de 4.020, em 2017, para 9.639 no final do ano passado, alta de 139%.

 

Mico na fronteira

O blefe de Juan Guaidó demonstrou que ele, além de acumular déficit de apoio popular, é ruim no pôquer. Há na Venezuela uma consistente oposição a Nicolás Maduro, mas que não dá mostras de que pretende embarcar em uma aventura que levaria ao desmantelamento do país.

 

Rápidas

Com um investimento de R$ 47 milhões, o Hospital Unimed Volta Redonda está com obras de ampliação, com 150 novos leitos, ampliação do Centro de Oncologia, da UTI Adulto e da Neonatal/Pediátrica *** A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) abriu vagas para médicos radiologistas e ultrassonografistas para atuarem em suas unidades da rede pública da cidade de São Paulo e do interior paulista, com início imediato. Contato via WhatsApp pelo número (11) 99841-0270 *** O Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD) nomeou a professora de Oxford Beata Javorcik como nova economista-chefe. Ela assume em setembro, substituindo Sergei Guriev *** A Uerj apresenta nesta quinta o ensaio aberto do espetáculo As Histórias que Inventamos Sobre Nós, da Esther Weitzman Companhia de Dança. Detalhes: https://www.facebook.com/events/617287312055671/?active_tab=about ***

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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