Esforço em vão

Dados divulgados pelo IBGE esta semana confirmam pesquisa do professor Marcio Pochmann, da Unicamp, comentada por esta coluna terça-feira e que mostra a destruição do trabalho qualificado e mais bem remunerado. Segundo a Coordenação de Trabalho e Rendimento, do IBGE, 30,4% dos desempregados brasileiros frequentam ou frequentaram algum tipo de curso de qualificação. O investimento em capacitação profissional, no entanto, não resultou em garantia ou manutenção de emprego. O percentual de brasileiros ocupados que frequentam ou frequentaram cursos de qualificação profissional soma 30,4%, 0,3 ponto inferior ao dos seus congêneres que estão desempregados.

Plugados
Ampla maioria (81%) de mais de 2.300 executivos globais que participaram de pesquisa realizada pela Korn/Ferry International dizem que estão conectados ao trabalho através de dispositivos móveis (telefone celular, PDA, laptop ou pager) a toda hora. Quando lhes perguntaram se acreditam que gastam muito tempo conectados a dispositivos de comunicações, mais de um terço concordaram fortemente. Entretanto, 77% dos entrevistados acreditam que os dispositivos de comunicações móveis aperfeiçoam o balanço de trabalho/vida ao invés de prejudicá-lo. Foram ouvidos profissionais de 75 países.

A culpa é do sistema
A preocupação com a segurança digital, principalmente no sistema bancário, já beira as raias da paranóia e, em alguns casos, em vez de proteger, prejudica o pobre usuário. Sem prévio aviso aos titulares, o Banco Santander Banespa, por exemplo, tem bloqueado cartões e senhas de acesso, alegando que o “sistema detectou falhas na banda magnética”, e emitindo novo cartão, que leva, porém, em média, dez dias para ser habilitado. Enquanto isso, o correntista tem o acesso aos dados da sua conta limitado a contatos com a central telefônica e somente pode sacar dinheiro na agência de origem e na boca do caixa, contra apresentação da carteira de identidade.

Plástico
O número de cartões de crédito e débito na América Latina aumentou 22,2% de 2004 para 2005, atingindo a marca de 293,7 milhões. Destes, 97,8% são Visa ou Mastercard. American Express e Dinners Club ficam com os restantes 2,2%. O volume gerado por esses cartões totalizou US$ 420,33 bilhões. Desta quantia, 64,7% vieram de transações que não envolvem compras – retirada de dinheiro de fundos em depósitos, adiantamentos em dinheiro contra linhas de crédito das ATMs e dos diferentes bancos. O setor estará em debate no C4 – Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor, de 29 a 31 de agosto, no Centro Fecomercio de Eventos (SP). Mas informações em www.congressoc4.com.br

Defesa
O embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, secretário executivo do Ministério das Relações Exteriores, dará a aula inaugural do segundo semestre do PPGCP/UFF Curso de Mestrado. O tema será “A Política Externa Brasileira e a Defesa Nacional”, na próxima segunda-feira, às 10h, no Campus de Gragoatá da UFF, Niterói (RJ).

1,5 milhão voando
Sem que houvesse queda sequer de 0,1 ponto dos juros, aumento dos investimentos ou redução do ajuste fiscal, o Brasil viveu, nesta quinta-feira, um boom de novos empregos. Em apenas 24 horas, o país ganhou 1,5 milhão de postos de trabalhos. Essa é a diferença entre os 4,5 milhões de empregos efetivamente gerados em quatro anos de governo Lula e os 6 milhões anunciados no programa eleitoral pelo candidato petista como obra da sua administração. Nem decuplicando a criação dos cargos de assessor para a companheirada daria para preencher o vácuo entre o mundo real do trabalho e a PTlândia – a ilha da fantasia criada pela marquetagem de Lula.

Miragem
Em uma pesquisa divulgada na terça-feira pelo jornal The Guardian, apenas 20% dos entrevistados declararam acreditar que o governo inglês está dizendo a verdade sobre a suposta ameaça terrorista que paralisa o país nas últimas duas semanas.

Tributos
Saudável para quem, cara-pálida?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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