Esosterismo sem resultados

Depois de cobrar dos seus subordinados hora, dia e local para pôr termo ao apagão aéreo, o presidente Lula, como previsto por esta coluna, tomou providências drásticas: fez uma reunião de quatro horas com os diversos setores envolvidos no problema. Na saída, o ministro da Defesa, Waldir Pires, revelou as importantes decisões tomadas: “É preciso acreditar na democracia do seu país.” Na democracia, acredita-se. Já no Governo Lula…

SOS mídia
Em editorial no seu endereço eletrônico, a Agência Carta Maior (http://agenciacartamaior.uol.com.br) anunciou, segunda-feira, que pode fechar as portas. A revista eletrônica anunciou que, devido a dificuldades financeiras que tiveram início em dezembro, o fechamento “é iminente”. Assinado pelo editor-chefe de CM, Flávio Aguiar, o editorial deflagrou uma mobilização dos leitores da revista, que funciona desde 2001 e tem cerca de 30 mil assinantes, embora o acesso seja gratuito.

Cabeças de planilha
A ameaça do fechamento da CM repercutiu em outros órgãos de imprensa fora do circuito das generosas verbas institucionais. Renato Rovai, da Revista Fórum (http://revistaforum.uol.com.br) defendeu critérios técnicos para a distribuição de verbas oficiais e uma política transparente de anúncios do governo em veículos alternativos de comunicação: “Isso mesmo, digo técnico. Querem ver uma coisa: sabem quantos professores lêem a Fórum? Mais de 5 mil. Temos 13 entidades de educação que compram assinaturas coletivas e enviam para seus filiados. Sem contar assinantes individuais e leitores de banca que também trabalham na área. Sabem quantos anúncios de secretarias e do Ministério da Educação Fórum já teve? Isso mesmo, leitor, nenhum. Assim fica difícil para os cabeças de planilha dizerem que o problema é só técnico, certo? Mas eles dizem. E botam publicidade na Veja”, protesta Rovai.

Justiça
A alienação da folha de pagamento paulista injetará R$ 100 milhões na reforma e construção de fóruns em vários municípios do estado. A Nossa Caixa pagará pouco mais de R$ 2 bilhões para ficar com a folha do governo.

Memória
Será realizada neste sábado uma série de atividades em memória dos dois anos da Chacina da Baixada Fluminense, em que 29 pessoas foram assassinadas nos municípios de Queimados e Nova Iguaçu. Familiares das vítimas estarão reunidos, às 9 horas, em uma missa na comunidade Sagrada Família, na Posse. Em seguida, o grupo fará uma caminhada até o bar da Rua Gama, onde ocorreu a maioria das mortes, e entregará o documento “Políticas para a Juventude” a autoridades, como o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. No final do dia, haverá o encerramento com outra missa, na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Queimados.

“Jeitinho” norte-americano
Trabalhar legalmente nos Estados Unidos não é tão difícil para executivos. O visto L-1A é uma das principais opções entre os muitos vistos temporários de trabalho oferecidos pelo país, informa Genilde Guerra, sócia do escritório Kravitz & Guerra em Miami. Este visto permite que um empresário estrangeiro, ou um de seus executivos ou gerentes, se transfira para abrir ou adquirir controle de uma filial ou subsidiária nos Estados Unidos, e supervisionar os negócios dessa filial ou subsidiária, por um período de até sete anos.
A facilidade não é para pequenos: a empresa precisa ter um número de funcionários suficiente para justificar a abertura de uma filial no exterior. Depois do primeiro ano de operações nos Estados Unidos, é possível ao executivo e a sua família pedir residência permanente (o green card), dependendo do desempenho alcançado pela companhia americana (faturamento, número de funcionários diretos contratados etc.).

Feriado
O Procon notificou todas as concessionárias que prestam serviços de fornecimento de água, luz, gás e telefone no Rio de Janeiro pelo descumprimento da Lei 4.824/06 – sancionada pelo governo estadual em julho do ano passado. A lei proíbe o corte do fornecimento em véspera de fim de semana e feriado. O subsecretário-adjunto de Direitos do Consumidor do Estado do Rio, José Teixeira Fernandes, informou que as concessionárias terão 15 dias para informar por que não estão cumprindo a lei. As empresas poderão ser multadas.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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