Especialistas têm balanço positivo de acordo Mercosul-Egito

Federação de câmaras de comércio local lembrou que país é um dos poucos do mundo que no momento estão aumentando exportações.

Internacional / 12:49 - 21 de set de 2020

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Um balanço sobre o acordo de livre comércio entre Egito e Mercosul foi tema de webinar ontem. O acordo proporciona a queda da tarifa de comércio anual gradativa de produtos e está entrando em seu quarto ano em vigor. Durante o evento, promovido pela Federação das Câmaras de Comércio Egípcias junto ao Setor de Acordos e Comércio Exterior do Ministério do Comércio e Indústria do Egito, especialistas brasileiros e árabes falaram sobre o progresso que o acordo vem trazendo.

Para Alaa Ezz, secretário-geral da Federação das Câmaras de Comércio Egípcias, o acordo tornou possível atuar em toda região da América do Sul, indo além do trabalho com apenas um país. "O que estamos buscando aqui não é apenas cooperação bilateral", disse, complementando que espera uma revolução bilateral.

Ezz destacou que o Egito vem mantendo índices econômicos positivos, incluindo a de seu Produto Interno Bruto e de comércio exterior.

"Somos um dos poucos países do mundo que no momento estão aumentando as exportações", afirmou ele, explicado que o aumento atualmente é de 2%.

Já Rubem Mendes de Oliveira, ministro-conselheiro da embaixada do Brasil no Cairo, explicou que o Brasil já tinha número significativo de exportações ao Egito, mas o contrário não acontecia em grande volume.

"Em três anos, as exportações do Egito aumentaram mais de 200% em mercadorias. Por que um número tão grande? Porque começamos com bases baixas, mas, antes de tudo, não acredito que há muitos outros países no mundo que aumentaram o comércio com algum parceiro nessa taxa em três anos", destacou.

Na conferência, o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour, lembrou que o tratado já zerou as tarifas alfandegárias para produtos como plantas, óleos minerais, e cal e cimento, e citou dados sobre o relacionamento entre os países. Segundo ele, 38% dos brasileiros já compraram produtos árabes. Os principais itens adquiridos foram alimentos, têxteis e artigos de decoração.

Para o secretário-geral da Câmara Árabe, garantir respostas rápidas à pandemia da covid-19 é uma das prioridades atualmente. Mansour apontou como ações da instituição já durante pandemia a implementação da certificação digital, a criação do Lab CCAB e de uma frente parlamentar para atuar pelos interesses dos países árabes, além de trabalhar para tornar totalmente digital o Fórum Econômico Brasil Países Árabes, que ocorrerá em outubro.

Já o diretor geral de Acordos de Comércio Bilaterais do Ministério do Comércio e Indústria do Egito, Michael Gamal Kaddes, apresentou o potencial das exportações egípcias. Ele destacou como mais importantes no âmbito do acordo com o Mercosul os setores farmacêutico, de máquinas e aparelhos mecânicos, materiais de construção e produtos de metal, e de alimentos preparados.

 

Com informações da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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